Arquivo da categoria: Transporte Público

Cada Louco com sua mania

O post de hoje é um vídeo de um “ator convidado”. Não que ele tenha atendido a um pedido meu, mas achei a publicação muito a cara do blog e resolvi tomar emprestado.

Assistiram?

Tirando a parte de jogar pedra, porque todo mundo tem direito a gostar do que quiser eu te pergunto: “Pode isso, produção?”

Essa história de Busologia me caiu tão mal quanto a campanha do Governo do Estado do Rio em que a menina dizia: “Quando entrei para a faculdade, meu pai me deu um Bilhete Único e disse ‘vai ser feliz minha filha'”.

O transporte público como está só traz motivos de agonia, choro, pânico, atrasos, bronca de chefe. No Rio de Janeiro, ao menos, não precisa de Busólogos, porque os Paleontólogos já dão conta de estudar os fósseis sobre rodas que transitam pela cidade.

Minha cara para isso tudo é bem parecida com a do David Lucas, no minuto 42 do vídeo.  Como eu não sou atriz para reproduzir, fica aqui meu agradecimento ao ator (e filho de amigo, portanto amigo de tabela) que fez o favor de traduzir o meu sentimento de choque.

Deixe um comentário

Arquivado em Transporte Público

Dos males o menor

Todo mundo sabe que ando doida para “pular fora do barco profissional” em que me enfiei. Falta desafio na área que escolhi atuar, falta possibilidade de crescimento, falta reconhecimento financeiro, excede as múltiplas funções e com elas os inúmeros problemas. Mas, então, me pego pensando: pelo menos é perto de casa.

Me lembro do breve período na Target e o grande dilema que era: encaro 1 hora de completa apnéia no Metrô Rio ou encaro 2 horas de trânsito dentro de um ônibus que passeia por todas as favelas do Rio de Janeiro?! O trajeto me cansava muito mais que o trabalho em si, que sim, era cheio de desafios dentro da área que estudei (muito) para atuar.

Gente, em qualquer lugar do mundo, levar 30 minutos no percurso de casa para o Centro é algo bem razoável. Para nós também seria. O caso é que levamos o quádruplo do tempo para esse deslocamento em meios de transportes coletivos altamente sucateados. O descaso e a incompetência de sucessivos governos, a tradição de se beneficiar ou quando muito, pensar apenas na parcela mais rica da população, torna a vida muito mais difícil!

Fico olhando na TV toda hora as notícias de que a Supervia parou, que houve confusão… Peraí… Um caminho sem engarrafamento num meio de transporte que não faz fumaça, que não aumenta a poluição seria o ideal para nós, que moramos no subúrbio do Rio. Qual o quê! É só paralização forçada das máquinas. É Metrô entupido de gente e sem ar condicionado.  São ônibus numa escassez que chega a dar medo. São guerras de transportes alternativos, que também trafegam muito acima da capacidade dos veículos.

Tudo bem, sou privilegiada, tenho um carro na garagem. Mas ai vem o Prefeito Eduardo Paes com o Choque de Ordem rebocando tudo e, sem dizer aos motoristas onde há parqueamento possível e acessível para o cidadão estacionar. Sem contar que a gasolina, meus caros, é incompatível ao salário que eu ganho. Preferiria mesmo que o bom e velho Vale Transporte funcionasse em meios de locomoção dignos.

A grande maioria da população dos países desenvolvidos usa transporte público. E não é porque são públicos que são o lixo que temos aqui.  A inexistência de um bom sistema de transporte de massa colaborou para a degradação dos subúrbios, para o adensamento de áreas centrais e até para a favelização — morar perto do trabalho virou essencial.

Então, se não for para ganhar muito mais do que ganho, para sofrer dentro de um metrô novamente, eu vou ficando por aqui mesmo. Uma acomodação até que o mercado de trabalho acorde para o meu talento e mude minha sorte.

Atenção: Eu continuo procurando. Apesar de reclamar, não sou dessas que só reclama. Levanto e vou a luta pelo que quero. Mas encontrando 6 por meia dúzia, entôo o mantra “morar perto do trabalho é essencial” e vou optando ao menos por esse luxozinho, afinal, qualidade de vida também faz diferença no final. Ou não?!

Talvez os grandes eventos esportivos tragam mesmo esse legado de transportes públicos melhores. Eu só acredito vendo (e torcendo). Acredito que este é o mínimo que o governo poderia nos agraciar.

1 comentário

Arquivado em Transporte Público

O dia que o ônibus não parou

Eu não desisto! Continuo insistindo em utilizar e confiar no transporte público… Continuo ficando a pé. Depois do Metrô, o motorista de um ônibus passou por cima de mim no ponto, com o dedo esticado e tudo. Prato cheio para os amigos leitores! Praticamente um tributo à Deborah Cardoso, que adora me ver com cara de cão esquecido na mudança.

Mas esse menu, eu servi lá no Mulheres à la Carte. Simbora…

 

1 comentário

Arquivado em Transporte Público

Metrô pra que te quero

Passado quase uma semana, posso falar com mais tranquilidade, que mais uma vez fui vítima do Metrô Rio, no último dia 21.

Imaginem que, depois de meses de xaveco resolvo sair pra um almoço executivo (Se é que me entendem). Pego o Metrô na estação em Acari, desço em Del Castilho, para encontrar o bofe escândalo. Uma hora e pouquinha de pura degustação e quando chego de volta a Estação… FECHADA.

Faltou luz, caros leitores! SIM o nosso transporte elétrico não tem gerador… Ou sabe-se lá o que aconteceu, porque ninguém explica.

Que jeito? Volto correndo até o ponto de ônibus mais próximo (só tinha levado RioCard, afinal de contas, o tal trajeto levaria 15 minutos – como foi na ida – se pudesse contar com o Metrô Rio), passam DOIS coletivos que me serviriam por fora, fico VINTE MINUTOS ESPERANDO uma nova oportunidade equando embarco: ENGARRAFAMENTO.

 De Del Castilho a Acari, tudo parado. Por quê? Senão tem Metrô, se o transporte regular deixam a pé os trabalhadores, as Vans e Kombis irregulares e caindo aos pedaços ganham as ruas… Ou então, quem tem o privilégio de ter um carro, claro, não fará como eu e contar com o ineficiente (porque não dizer vergonhoso) transporte público. Conclusão? Eu lá parada, suando frio…

Não tinha avisado que me demoraria tanto na rua. Nem esperava por isso… Passo um rádio pra chefe de gabinete or not? Que história vou inventar???

Duas horas e quarenta minutos depois consigo desembarcar. E o que posso dizer? Que o Ministério Público quer explicações sobre esse apagão? Que ótimo! Eu também, mocinhos!

Mas vamos combinar? Se você é como eu, vigiada por Murphy, 24h por dia, 7 dias na semana, sem trégua ou cochilo… Não repita isso em seu horário de expediente. Eu mesma não sei porque ainda me aventuro! E só porque não perdi meu emprego e entre mortos, feridos e não iluminados salvaram-se todos… Podem rir a vontade de mais essa tragédia da vida real.

2 Comentários

Arquivado em Transporte Público

Hora de Boicotar o Metrô Rio

Fonte: O Globo online

Lá fui eu fazer exame admissional no Centro da Cidade, achando que nada poderia abalar a felicidade de encontrar, finalmente, um emprego na minha área. Pois o maldito Metrô, tinha que me provar o contrário:

Não estava respeitando o tempo habitual entre as composições (esperei bem mais de cinco minutos na estação) e, o caos, nem tinha começado! Para variar o vagão estava espremido feito lata de sardinha, e ainda trazia o agravante da falta de ar condicionado.

Não é mole, não ser proletário nessa cidade!

Imaginem a superlotação habitual, mas sem nenhuma ventilação? O suor rolava do meu rosto e molhava meu cabelo, como nem a ducha de casa é capaz de fazer. As roupas foram grudando no corpo, eu tentava levantar a cabeça pra respirar e não vinha o ar. Por todo lado, a mesma situação. Fiquei sem saber se havia pago por transporte ou pra fazer sauna coletiva sem eucalipto.

Experimentei de perto a sensação dos judeus no holocausto. Acho que todo mundo lembra que uma das formas de matança era colocar os prisioneiros em um ônibus sem janela e virar para dentro do veículo a liberação do Gás Carbônico. Morte lenta e sofrida. Sofrimento é bem o que define a interminável viagem.

Sim, porque se as composições estavam demorando mais que o normal, não era só por falta de trens, mas porque o metrô estava trafegando em velocidade mais baixa que o normal, por problemas técnicos na estação Central, conforme publicado em O Globo On Line.

É. Sempre tem um motivo pros coitadinhos sacrificarem o povo.

E é com esse ar “coitadinho” que a concessionária Metrô Rio, informa que está ciente dos problemas e informa que está investindo R$ 1,15 bilhão em melhorias para o sistema como um todo. Como eu não acredito em papai Noel…  Gostaria de lembrar que pela internet está sendo articulado um boicote de um dia inteiro: Ninguém viaja de metrô na segunda-feira, 30/11, em protesto.

Sempre que dói no bolso, a resposta aparece.

Por isso, quem usa o metrô, não fure a mobilização. Um dia que se acorde mais cedo, que se use o ônibus ou se ande mais um pouco pode transformar a vida de todo cidadão para melhor. Além disso, esse tipo de protesto organizado é muito mais eficaz do que o quebra-quebra que aconteceu recentemente na SuperVia. #ficadica

10 Comentários

Arquivado em Transporte Público

Estação: Fundo do Baú

E daí que o causo é velho? Para blogueiro causo é causo. Além disso, na minha opinião, história velha é mais gostosa: mata saudade, gera retrospectiva, renova aquela gargalhada de outrora.

Do que eu estou falando? Da Estação Fundo do Baú, que você pode descer comigo no Viação Busão, topas?

BUSÃO

Deixe um comentário

Arquivado em Transporte Público

Protesto ou arrastão?

Ó quanto riso ó quanta alegria mais de dois mil palhaços na estação…

Essa foi a estimativa da PM para o quebra-quebra que começou como protesto ontem no ramal Japeri da SuperVia. O povo foi para os trilhos manifestarem contra uma pane em um trem do mesmo ramal que causou transtornos e fez os passageiros se atrasarem para o trabalho. De novo.

Sim, porque isso não chega a ser novidade para a massa. A grande novidade é que dessa vez o povo resolveu tomar a atitude de protestar… Será?! Até agora não sei se foi protesto ou arrastão: resolveram atear fogo em uma das composições, invadiram os guichês, levaram dinheiro e causaram tumulto só resolvido com Batalhão de Choque.

Estava bom de mais pra ser verdade!

Ou o povo não está acostumado a dar voz às suas angústias, e quando fazem, resolvem com os mecanismos errados. Ou então um bando de maus feitores, sabem dos problemas rotineiros de operação da linha e, se plantaram lá, esperando o atraso para começarem a pilhagem.

Conhecendo nossa triste realidade, bem sabemos que nos dois casos encontramos fundamentos e, aí dessa vez vou ter que concordar com o nosso governador Sérgio Cabral: “Nada justifica o vandalismo”.

Invadir os trilhos e cobrar solução é legítimo. Ferir pessoas e  depredar o patrimônio público (que já temos pouco) é palhaçada demais, até para mim que vivo Fê da Vida com o pouco benefício que  nós do proletário recebemos.

Quer saber mais? Borá comigo de Viação Busão, porque o clima na Supervia está tenso pela manhã.   

BUSÃO

11 Comentários

Arquivado em Transporte Público