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Enquanto isso em Acari

Salve-se quem puder!
Porque nesta época o momento é de reflexão

Após cinco dias de árduo trabalho, saiu à festa de final de ano. O objetivo do evento era a confraternização dos colaboradores: distribuição de brindes e quitutes como pretexto de um “muito obrigado”. Pensamos errado! Um cacho de bananas para cada um e a solução estava resolvida com muito menos cansaço.

Há quem tenha reparado ao menos no laço que ornava a mesa. Afinal, deram-se ao trabalho de saquear inclusive isso. Fica a dica que no Mercadão de Madureira, o mimo não custa mais de dois Reais.

No próximo ano, se ainda houver ânimo para isso, antes de uma recepção com música ambiente (foram gravados 5 CDs, mas não tocou mais de 5 faixas antes que toda comida fosse posta dentro dos gorrinhos natalinos e o evento desse por encerrado), a Direção Geral promete doar um curso de “como sobreviver a festa de final de ano”. Apenas para garantir que entre famintos e “vergonha alheia” salvem-se todos.

Dizem que quem não tem o coração forte, teve pesadelos a noite ( o/).

Eu teria votado na distribuição de Tender, mas diante de tamanha esganação, fiquei tomada do espírito do Natal (e olha que ele demorou a chegar), na certeza que essas pessoas que não teriam uma rabanada em casa para comer, agora podem abrir seus gorrinhos na Noite Feliz.

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E lá se vai 2009

Geralmente prefiro deixar o balanço anual para o dia do meu aniversário. A gente vai ficando mais velha e a sensação de recomeço, ao menos para mim, é mais intensa. Promessas de ano novo… Não. Definitivamente não as faço. Seja qual for o balanço, aceito de bom grado as experiências e encaro as novas, de peito aberto. Prefiro planejar de pouquinho em pouquinho as arestas que vou aparando e os objetivos que preciso alcançar.  

Entretanto, o ano que acaba merece um tchau pela dor que me causou.

Em janeiro, perdi meu pai. Perdi um pedaço do meu chão. E embora, ainda hoje, todo mundo me diga que ele descansou, encerro o ano com a mesma dor que ele começou. Não sei bem se um dia essa ferida virará só uma leve cicatriz, mas definitivamente, 2009 marcou minha vida a ferro, com dor.

Foi o fim também do meu contrato na Fiocruz, depois de uma linda cobertura fotográfica da Colônia de Férias. Nunca vou esquecer os dois anos de trabalho e os colegas que fiz por lá. Foi a primeira porta no jornalismo aberta pra mim, profissionalmente falando. E, de verdade, marcou minha vida. Ter que dizer adeus, me traz lágrimas aos olhos ainda hoje. Talvez mais um sentimento que amenize com o tempo.

E falando em tempo, obrigada de mais aos amigos da vida real que me permitiram alugar ouvidos e entregaram seus corações. O clã fica cada dia menor, mas o time fica cada dia mais eficiente no socorro.  

Ô Braaaaand (piadinha interna)…

Em particular, obrigada ao Twitter que me trouxe a irreverência do @inverbis. Não teria atravessado o caos dando tantas gargalhadas, não fosse essa figura (Aproveitando o retrô, esse foi o ano que o Twitter bombou e já era tema da minha monografia um ano antes. Sim, sou genial).

Apesar de todos os medos, cheguei aos 30. Não senti mais dores por isso. Continuei moleca, sonhadora e tendo decepções amorosas cada vez piores. Felizmente, onde há espinhos, também há rosas. Em dezembro voltei à redação de rádio e, apesar de tudo, estou feliz com a minha falta de tempo até pra cuidar do blog. Prenúncio de um 2010 de mais alegrias e realizações.

É o que desejo pra mim, e pra vocês.

Vejo vocês o ano que vem.

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Viva o Ano Novo

Escrevo este post com 24 horas de atraso. Queria ter tido ânimo de fazê-lo antes, mas confesso que preferi algumas taças de vinho, já que a ocasião ajuda (e porque não dizer, pede). Que diferença faz? As caixas de e-mail de toda a população virtual devem ter passado as duas últimas semanas abarrotadas de felicitações, frases feitas e, claro, muitos Gifs animados, talvez, uma mensagem a menos deva até ter sido um alívio, principalmente agora que todos estão fartos de tanta rabanada.

 

Enfim, por educação (ou reflexão, chamem como preferir) entrego-me ao atraso de abrir meu balanço de 2008, aos meus poucos e caros leitores. Gostaria de ter sido politizada e escrito algo com mais conteúdo, mas volto a dizer, no auge do  meu delírio ébrio, só posso mesmo entregar-lhes minha filosofia de botequim:

 

Neste ano que passou, não casei, mas quase. Ao menos, aprendi que se apaixonar pela pessoa certa é muito bom. Fui oradora da turma na colação de grau. Continuei recebendo muitos elogios pelo meu trabalho, só que, mais uma vez, não me firmei profissionalmente, ou seja, continuo na barra da saia da mamãe. Casa própria é um sonho latente e uma realidade distante. Meu livro continua engavetado. Não emagreci nenhuma grama. Ao contrário, engordei. Pela primeira vez pensei seriamente em cirurgia plástica. O cabelo cresceu e eu, o cortei… errado de novo! 

 

Me arrisquei algumas vezes na cozinha. Na faxina da casa também. Não morri de crise de asma, o que significa que a saúde melhorou.

 

Fiz novos amigos. Desisti de alguns antigos. Continuo assombrada com a velocidade que meu filho cresce. Sofri. Sofri mesmo, como águia que arranca as próprias unhas para amadurecer. Não pratiquei nenhum esporte. O sonho de ter uma bicicleta, parece tão distante quanto a casa própria. Dancei bastante no primeiro semestre. Ouvi bandas e artistas novos. Virei fã de Marina Machado. Redescobri músicas antigas. Comemorei meu aniversário por 24 horas (e isso não é exagero). Criei um blog. Desisti. Criei outro blog. Estou tentando.

 

 

A notícia da possibilidade de ficar órfã de pai me pegou de surpresa. Inevítável.  O Câncer. Aguardar o momento e pensar: e agora? O cansaço. A dor. A força.

 

 

Abraços. Beijos. Decepções. Surpresas. Certezas. Dúvidas.Gargalhadas de doer a barriga. Choro. Vazio. Euforia. Mudança.

 

Em suma, olhando para trás percebo que eu vivi. E o que parecia um texto “fim de festa”, só me faz desejar que em 2009, venha mais vida e coragem para todos nós. Apenas isso. Viva!

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Reflexão: Em 2009 sapatada neles!

Em tempos de fim de ano, vale a pena ler o excelente artigo “Quarenta e quatro, bico largo“, de Maurício Thuswohl, na Agência Carta Maior, afinal de contas, ano novo é tempo de mundaça e, se não vai por bem… Sapata neles!

Abaixo transcrevo uma das sapatadas sugeridas pelo jornalista e que acho importante não esquecer, por tudo que passei este ano com a saúde, ou diria o caos da saúde nacional?!

5) Sapatada na igualmente gananciosa indústria farmacêutica, que prioriza lucros e vendas em detrimento da busca por soluções concretas para doenças e epidemias que devastam a humanidade. Esta sapatada é dada também pelos familiares dos milhões de africanos que, abandonados à própria sorte, já sucumbiram por falta de tratamento adequado a doenças como a Aids, entre outras.

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