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Capitão América: 3D que deixa a desejar

É difícil falar de personagens da Marvel Comics (ou qualquer outra) sem ser lá uma fã de quadrinhos. Conheço vários personagens pelo nome, claro, como qualquer um que mora no planeta Terra, mas não conhecia os cenários de cada um deles, até começarem a invadir a telona.

 Aliás, obrigada ao gênio que teve a brilhante ideia de apresenta-los um a um, antes do gran finale: “Os Vingadores”. Ok. Ok. Sei que não foi nenhum favor. Eles vão ganhando grandes bilheterias “enquanto seu lobo não vem”, por outro lado, pessoas como eu ficariam perdidinhas se começassem de trás para frente, e sim, isso poderia acontecer.

De qualquer forma, o filme se passa quase toda na década de 40 e a tecnologia que já estava disponível assusta. Se havia uma força capaz de criar uma arma que desintegra qualquer matéria, menos o escudo do Capitão América, já naquela época, porque criarem uma bomba atômica que jogou tanto sangue para o alto retorceu ferros, etc?

Um dos pesquisadores foi morto, mas o outro esteve vivo para contar a história e… Estamos ai, né?! Outra grande tecnologia perdida nesse tempo é a que transformou Steve Rogers (Chris Evans) de garoto mirrado que sonha servir seu país em um brucutu mega musculoso (e lindo, muito lindo).

Isso fica claro que a tecnologia se perde e serão necessários muitos anos para ser refeito, mas se um cientista de 40 podia, porque não um de hoje em dia, né? Será que os cientistas ficaram mais burros? Vazios? Menos patrocinados? É no mínimo curioso…

Enfim… Acho que eles querem mesmo que nos atenhamos ao fato de que um rapaz sonhou defender a América, não por fama ou dinheiro, mas por amor a pátria. Embora seu físico e histórico médico não colaborasse tanto, ele persistiu no sonho. Após tentar diversas vezes sem sucesso ingressar nas forças armadas, ele é “descoberto” por um cientista que está trabalhando em um projeto que promete virar a mesa na Segunda Guerra Mundial. E Yes, we can!

Como você deve imaginar, o garotinho é o escolhido para ser o cobaia do projeto por seu grande caráter e mais uma vez o American way of life se cumpre.

Se houve um grande barato nesse longa, é que o Capitão América, foi mesmo criado durante a Segunda Guerra Mundial, lutou contra hordas nazistas, mas depois caiu no esquecimento, claro. Acabou a guerra… Acabou o milho, acabou a pipoca. Mas em 64 o personagem foi ressuscitado sob o mote de que havia caído de um avião experimental no Atlântico Norte e passou décadas em sono profundo, uma quase morte.

E é desse jeitinho mesmo que o filme termina. Dando abertura, então, para “Os Vingadores”, em 2012. Aliás, quem tiver saco de esperar 12 minutos de crédito depois do final do filme, vai ter o prazer de acompanhar um teaser para esse longa (agradecendo aos amigos Alexandre e Fabíola, que me fizeram esperar aquelas letrinhas subindo na tela quase uma eternidade para conferir 1’30” de chamada para o próximo capítulo. Como é bom ter amigos! Rs).

Quanto ao 3D… Dessa vez, acho que pagaria pelo cinema convencional, se soubesse que apenas duas jogadas de escudo seriam a grande emoção por pagar mais caro. Desculpem os críticos, mas Transformers 3 me encantou mais em termos de cenário digital.

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