Arquivo da tag: Cinema

Cinema: Rota de Fuga

E fui eu ao cinema, serelepe com o dia das crianças, sem a menor noção do que estava passando na telona. Entre horários possíveis e filmes que descarto de cara (terror, por exemplo) estava lá Stallone. Sem sinopse ou saber quem mais no elenco, conta pra mim a nostalgia: Rocky, Exterminador do Futuro e, pro meu filho: a garantia de tiro, porrada e bomba.

Surpresa! Rota de Fuga é também surpreendente, inteligente… Ryan Breslin (Stallone cara amassada) ganha a vida testando a segurança das prisões dos Estados Unidos. Ele se infiltra, com identidade falsa no sistema carcerário e foge de cada uma das cadeias. Claro que tem sempre o menininho mal e em uma armação, Breslin é enviado para uma prisão privada, que ele mesmo ajudou a criar através dos seus estudos de segurança publicados em um livro. Era uma prisão perfeita, aparentemente impossível de fugir e sanguinolenta, afinal de contas, estava a parte do sistema.

rota_de_fuga

A descoberta do motivo pelo qual Breslin escolheu viver a vida estudando presídios, o encontro de um parceiro que o ajuda a fugir e a motivação deste para se aliar, além do golpe de tê-lo posto atrás das grades é o refinamento do filme. Sem contar, claro, que o plano de fuga embora, traga muitas cenas á la Indiana Jones, com aquelas conhecidas veias do pescoço de Stallone quase explodindo na tela, também seja pura Física. Coisa de gente com refinamento.

Arnold Schwarzenegger também dá o ar da sua graça, grisalho, canastrão e tira umas risadas do público. Claro! Todo mundo sabe o que vem na sequencia, mas como não amar a dupla? Ninguém entende melhor de “booom” do que eles.

E depois dessa canseira toda eu pensei: O sistema prisional do Brasil, merecia ter algo nestes moldes, até porque, certeza de que nenhum Fernandinho Beira Mar, teria refinamento para articular uma fuga baseada em Física, senso apurado de observação, treinamento, estratégia, etc, etc, etc. 

Curto e compartilho. =)

2 Comentários

Arquivado em Entretenimento

Cinema: Círculo de Fogo

Sala escura. Tela com seqüências de cenas entre amarelos (introspecção) e vermelhos (extravasos)  que resumem o estado de espírito dos personagens, tiros, porradas em larga escala, bombas de tamanhos fenomenais  e a certeza que há uma nostalgia no cineasta: Certamente esse cara cresceu na década de 80 com todos aqueles seriados japoneses.

Em certo momento do filme, o Gustavo dispara: “Ai, mãe, agora é a hora de chamar o Megazord”.  Quer dizer, a sensação não era só minha, mas também no meu filho gênio, nascido no ano 2000.

Pacific Rim

Como eu brincava de, Power Ranger (rosa), logo me identifiquei com a coreografia para entrar, acoplar e fazer Jaeger se mexer. Quase no final, então, quando aparece um botão dentro dele com um desenho de espada, que põe fim a todos os problemas da Terra… Uau! Eu poderia pilotar um daqueles bichões, sem dúvida nenhuma.

Enfim, não dá para ter muitas expectativas da história, embora o Guillermo Del Toro tente extrair algumas virtudes humanas de um cenário francamente pessimista, como por exemplo, a solidariedade em se adotar uma menininha órfã, no primeiro ataque de Kaiju e fazer dela uma heroína.  O estender de mão, desta que ainda não era a heroína, e que precisava de um empurrãozinho para se livrar do passado nesta batalha de contornos épicos… Fica até bonitinho esse lugar comum.

Mas quando a gosma azul (sangue azul) toma conta da tela, levando de volta a “Geleca” nojenta da década de 80, fica a certeza que o longa nada mais é que o encontro de Godzila com Optimus Prime. É embarcar nessa nostalgia e consumir rápido, como todas as produções deste nível.

Eu aproveitaria para fazer um álbum de figurinhas, com aqueles cromos que brilham no escuro. Nada mais retrô!

Vai uma pipoquinha?

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

Ted (ou a profunda imaturidade masculina)

Eu confesso: a minha infância girou em torno de um ursinho caramelo chamado Ted. Eu dormia com ele, brincava com ele e até para escola, no dia do brinquedo lá estava meu bom amigo. Quando passava férias na casa das tias, ai de quem não lembrasse que Ted deveria estar na bagagem. A noite era uma choradeira que não tinha fim!  Claro que isso ficou no passado. Na adolescência, acabei doando o querido brinquedo a uma criança próxima, e lá foi ele reiniciar os laços de amizade em outra infância (por onde andará o meu Ted agora que a menina em questão até já se casou? Nó na garganta.).

O caso é que no longa, a amizade entre John (um marmanjo de 35 anos) e seu ursinho de pelúcia não se dissolveu. Chegou até a vida adulta. Bem, também não sei se entregaria um mágico brinquedo, que ganha vida depois de um desses milagres de natal a outra criança (na vida real, o brinquedo foi recriado digitalmente para a telona utilizou a tecnologia de Performance Capture, a mesma que deu vida ao Gollum em Senhor dos Anéis).

O caso é que Lori, a namorada de John não se sente nada confortável com essa amizade pouco convencional. Aliás, o ursinho não é nada infantil. Ele usa entorpecentes, bebe como uma esponja, adora uma prostituta e influencia o amigo humano a levar a mesma vida sem compromisso.

É ai que a gente se reconhece, né meninas? Porque tem muito sem noção por ai que não cresce e nem tem um Ted para colocar a culpa. De tão ridículo chega a ser engraçado. Em algumas cenas, não fosse o urso seria igualzinha a muitas cenas da vida da gente: levar balão em evento importante em detrimento de amenidades, fuga de compromisso sério, você “dar duro o dia inteiro e o sujeito de colchão e fronha”… O que acontece no filme também repete o mundo real, chega uma hora do “ou eu ou ele” e o desenrolar é um clássico comédia-romântica com final feliz.

Enquanto isso dá para dar algumas boas gargalhadas – Eu ainda fico com “Se beber não case” como melhor comédia adulta dos últimos tempos, mas dá para se divertir – sobretudo se você for um pouquinho Nerd e entender as piadas de Star Wars, Twitter, Alf e Flash Gordon. O roteiro também não poupa celebridades e cita Adam Sandler, Norah Jones, Chris Brown, Susan Boyle e o queridinho das calcinhas de plantão, Taylor Lautner (e com essa tirada eu me rasguei de rir).

A estreia do criador do seriado Uma Família da Pesada no cinema foi bem feliz, mas atenção é um filme para adultos. Na sessão que eu estava tinham tantas crianças… O que essas mães têm na cabeça? Ted usa drogas, fala de sexo abertamente, aparece com a pelúcia cheia de pó no meio de uma festa. A indicação de faixa etária é para ser usada, gente! Não vamos submeter nossas crianças a cenários tão ousados. Eu sei que as novelas da Globo não poupam ninguém no horário nobre, mas aqui em casa, o mini nerd também não assiste Avenida Brasil, antes porém, tem TV a cabo com desenhos, os documentários que ele curte… E se você não pode ter isso, pense que o cinema tem muito mais liberdade de mostrar o que a TV ainda resguarda e deixem a garotadinha com a vovó. Ted não tem nada de fofo.

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

MIB³: O que eu vi

Quando estávamos a caminho do cinema, nos perguntamos: vimos os dois últimos Homens de Preto?! A resposta foi afirmativa. Havia essa certeza, mas quando começamos a relembrar as sinopses, chegamos a conclusão de que só nos lembrávamos do primeiro filme. O segundo longa da trilogia foi completamente apagada da lembrança.

Ooooh… Teríamos sido vítima do Neuralizador na saída do cinema?!

Pode ser? Pode não ser? O que eu sei é que filme bom a gente não esquece, então… Vamos seguir adiante com a programação.

Tudo começa quando Boris, o Animal (Jemaine Clement) consegue escapar da prisão na lua e sai atrás do agente K (Tommy Lee Jones), que o deteve nos anos 60. Mas seu plano era bem mais ousado do que vingar os anos que passou na prisão: Ele decide voltar no tempo,  matar seu algoz (riscando ele de vez do mapa do presente) e ainda impedir que toda a sua raça seja extinta. Ao obter êxito na sua missão, um novo presente realmente é escrito, ninguém mais lembras dos incríveis feitos de K  e  a Terra ainda sofre uma invasão alienígena. Cabe então a J (Will Smith) voltar também no tempo e colocar tudo de volta no lugar.

Pausa aqui, garotada: Para voltar o tempo, J precisa se jogar do alto de um prédio e esta cena em 3D, dá pra “aaarrhg” de medo na cadeira. É muito legal! Solta pausa. Juro não contar mais nenhum segredinho do filme.

A trama toda não tem muito mistério. Voltar no tempo é uma brincadeira antiga em Hollywood e, assim como em “De volta para o Futuro”, se o passado for alterado pessoas desaparecem da memória, realidades são alteradas, etc. Mas, em MIB³ vale destacar que a ambientação no passado é impecável, principalmente o K jovem interpretado por Josh Brolin. É de cair o queixo a interpretação. O ator conseguiu pegar a entonação e os trejeitos do velho Tommy Lee Jones e recriá-las à perfeição. Só que um pouquinho mais simpático, afinal, o que torna K azedo ainda não havia acontecido. Mas acontecerá! E será muito emocionante. Se bem que, tem gente por ai torcendo o nariz para o sentimentalismo do desfecho.

Eu sou romântica inveterada amei a idéia! E indico o filme que dá nojinho, dá gargalhadas e dá um suspirinho “fofo”, porque ninguém é de ferro. E no final dará para constatar que o filme 2 foi esquecível, mas este, certamente não será e não tem nada a ver com uso de neuralizador. Simplesmente os Homens de Preto voltaram a boa forma do primeiro longa.

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

Zelador Animal: Eu Ri

Não vou negar: em relação a “bicharada que fala” tive a nítida sensação de estar assistindo novamente ao longa de animação Madagascar (que se passava também num zoo de Nova York). Já no pano de fundo, o zelador muito adepto a seu trabalho que é apaixonado por uma loira burra (igual a tantas do cinema) que recusa sua proposta de casamento, e o deixa sofrendo por cinco anos até que ele repara na veterinária do zoológico foi pouco criativo… Diria até primário.

Mas, confesso que o gordinho Kevin James me conquistou. Ele é simpático, gente!

E, afinal de contas, o filme foi lançado no Brasil apenas com cópias dubladas, ou seja, é para agradar as crianças; Portanto, deixe a ranzinzice de crítico de cinema do lado de fora, e deixe a gargalhada fluir.

O que é o Gorila de camiseta amarela lanchando no Fridays?! Diversão. Claro. Eu ri bastante… É tão ridículo que chega a ser engraçado. Mais ou menos como Pânico na TV (que eu não assisto, mas todos gostam de repetir as piadas infames que eu não entendo, porque não assisto).

Aliás, essa parte de atingir em cheio a garotada foi um caso pensado, viu?! Zelador Animal foi um fracasso de bilheteria nos EUA. Não chegou nem a 79 milhões  de dólares e teve orçamento de 80, ou seja, teria que ter rendido pelo menos o dobro para ter empatado no custo, sem o marketing), por conta disso, a distribuidora tomou a decisão de lançar aqui no Brasil apenas em versão dublada para atingir mais diretamente o público infantil que podem ser mais pacientes com o assunto do filme. Ou são menos malas que os norte americanos.

Se tiver passando ai pelo shopping, querendo fazer hora… Dá para soltar umas gargalhadas. Somos tupiniquins mesmo, ninguém vai reparar, se você, como eu e o Gustavo curtir.

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

Na telona: Justin Timberlake

Amizade Colorida era um desses filmes que não estavam na minha lista de “vou assistir” na temporada. Primeiro porque achei a proposta no trailer super parecida com outro blockbuster que assisti muito recente chamado “Sexo sem Compromisso”. Segundo porque não me rasgo por Justin Timberlake. Ele é gato, isso não se contesta, mas… NSYNK nunca esteve no meu setlist… Então, sabem como é: morno. Sei que o sujeito existe e dai!?

E daí, que tive uma grata surpresa. Além de expor aquele delicioso corpo pelado, em muitas cenas gostosíssimas, ele faz seu primeiro protagonista absoluto, ou seja, também consegue ser engraçado e chamar atenção, mesmo quando vestido.

Se Judy Garland, Barbra Streisand e Witney Houston tiveram seus dias de glória, por que não Juntin Timberlake?! Até porque o cara foi humilde. Veio subindo degrau a degrau dessa nova carreira até chegar a protagonizar um longa. Encarou, no começo, papéis pequenos e discretos, marcando presença de forma muito forte no êxito de As Redes Sociais, por exemplo.

Voltando ao assunto… Sim. O filme parece com “Sexo sem compromisso”. A proposta é transar sem se envolver e, no final, a paixão acaba brotando e, as cenas de ciúmes ainda sem muito reconhecimento deste sentimento na relação é o que dá o start para o “felizes para sempre”. Mas, o desenrolar é bem divertido. Vale a pena assistir se tiver passando ai pelo shopping, de bobeira, como eu estava aquele dia.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Planeta dos Macacos – A Origem

Acho que essa foi a estreia que mais deixei pra depois. Talvez não tivesse nem visto, se minha amiga Pitanga (ou o querubim dos Pampas) não tivesse elogiado tanto aqui. O motivo é muito simples: o longa é oficialmente uma referência da famosa série Planeta dos Macacos, que depois virou não apenas série de TV,  mas já teve uma infeliz aparição na telona (2001), que não só foi trágica como ainda rendeu a carreira de Tim Burton uma mancha pesada.

Grata surpresa! O diretor inglês Rupert Wyatt (muito prazer, não te conhecia antes) conduziu com precisão e eficiência a historinha batida. Aliás, o roteiro também é muito inteligente e vai justificando as ações e atitudes dos personagens, para não transformar tudo em uma guerrinha de primatas mais ou menos desenvolvidos.

A trama mostra um laboratório que faz experiências com macacos (claro). A grande experiência trancada a sete chaves é a cura para o Alzheimer. Por uma série de coincidências a droga cria uma geração de macacos chamados de Olhos Brilhantes. Na verdade, o que acontece é que sem querer, uma das cobaias tem um filhote, que traz consigo o DNA transformado pela droga. Depois que a “mãe macaca” provoca uma confusão no laboratório levando o projeto a ser cancelado, o cientista adota o macaquinho e começa o analisar de casa. A tal experiência faz com que o processo de pensamento e reflexão do primata seja apressado fazendo crescer novas células. Enquanto o macaco vai crescendo, o pesquisador experimenta com seu próprio pai, que sofre de Alzheimer, os efeitos nos humanos e até consegue bons resultados, mas que são passageiros.

Aliás, essa questão com humanos deixa porta aberta para uma próxima edição, que se comparado a primeira, vai dar um banho em muito blockbuster dessa geração.

Em relação ao elenco, o verdadeiro astro do filme é esse macaco geneticamente modificado, chamado Cesar. Enquanto nos filmes anteriores, os animais eram apenas atores vestindo roupas e maquiagem de macacos, neste longa encontramos incríveis efeitos digitais, captação no estilo de Avatar (já contei que assisti esse filme 2 vezes no cinema e outras 30 vezes em casa? Já deu pra entender porque fiquei hipnotizada, né?). Cesar, é na verdade, o famoso Andy Serkis, (O Senhor dos Anéis) quer serviu de modelo para a captação de detalhes.

Simplesmente, vale a pena conferir!

1 comentário

Arquivado em Entretenimento