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Enquanto isso, no asfalto… Faz-se horta-comunitária de maconha

maconha_dunga1O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), escolhido pelo Ministério da Justiça para ser o interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas defende não só a legalização da maconha e o porte da droga para consumo pessoal, como também é a favor do plantio para fins medicinais.

Explica-se: O Office of National Drug Control Policy, órgão responsável controle de medicamentos nos EUA patrocinou recentemente um estudo comprovando que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante em pacientes que fazem uso de quimioterapia, em pós-operatório, portadores de lesão da coluna vertebral, entre outros casos de dores crônicas. A erva pode ser usada também no tratamento do glaucoma, epilepsia e em casos que sejam necessários a estimulação do apetite.

A partir dessa prática medicinal o deputado acredita ser necessário regular o autoplantio, com licenças concedidas pelo Ministério da Saúde, para permitir que, as pessoas que queiram, possam consumir maconha sem ter de recorrer a criminosos para adquiri-la.

Já contaram ao nobre deputado que ele está no Brasil?

Em primeiro lugar, qualquer dinheirinho compraria um atestado médico indicando a maconha como remédio. Com um pouco mais de moedinhas, se conseguiria o alvará para o plantio direto na fonte, ou seja, no Ministério da Saúde (quem duvida?). Sem contar que a legalização, ia trazer um monte de traficantes de fora para “fumar”, digo comprar, na nossa fonte. Não dou seis meses para isso aqui estar pior que a Bolívia.

Diria que não só mais uma vez é dado Direitos Humanos para marginais em detrimento da sociedade, como um deputado nosso, que recebeu nosso voto, pensa muito mais em benefício próprio do que nas reais necessidades do povo.

fumado um para engolir mais essa!

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Salve-se quem puder

No meio desta guerra entre traficantes, que deixa em pânico não só a Zona Norte, como o Rio de Janeiro inteiro (lembrando que o tráfico derrubou um helicóptero da Polícia Militar, o que demonstra bem que tipo de armamento eles têm entocados na boca de fumo), me chega a notícia de que, até o fim do ano, o governo proporá mudanças na legislação, de forma a livrar quem for flagrado vendendo pequena quantidade de drogas da cadeia.

É isso mesmo o que vocês entenderam: Traficante agora terá gênero de delito – pequeno traficante (crimezinho), grande traficante (crimão) -, estando a primeira classe sujeita apenas a pagar penas alternativas pelo mal que faz a sociedade.

O critério para essa avaliação seria cômico, se não fosse trágico. Se o sujeito for pego desarmado, com uma quantidade menor de droga e não tiver ligação com o crime organizado, estará livre. Agora, esperem aí, o fato de estar vendendo este tipo de material, já não é prova suficiente de que a ligação com o tráfico existe? Não precisa nem ser a mãe Dinah, ou estou errada? Convenhamos, a droga não aparece nas mãos do infrator por geração espontânea, alguém repassou.  Além disso, é claro, que os fornecimentos para consumidores de renda mais alta não saem com carrinho de mão da favela. Vem pro asfalto em pequenas porções.

Se a medida não for arquivada no Congresso, acho que o COI vai ter escolhido mesmo uma praça de guerras para os seus pacíficos jogos Olímpicos de 2016. E o que será de nós até lá? Só Deus mesmo para saber!

Obs.: Fui entrevistada para o O Estado RJ Online, e a matéria está no ar. Visitem!

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Moradores privados do seu direito de ir e vir

Na rua onde eu moro, tem um sujeito desajustado que mora sozinho. A família o abandonou, após ele ter espancado e colocado na cadeira de rodas a própria mãe de 84 anos. Sabe Deus se o cara é usuário de drogas ou portador de deficiência mental. O que sei é que a família não quer saber dele, e a sociedade que o ature.

 Dia desses, ele invadiu e ameaçou a senhora que mora na casa da frente. Antes disso, já tinha cortado a sua água (os registros ficam nos fundos do terreno onde ele mora), enchido um saco de supermercado com urina e atirado no netinho de 2 anos desta mesma senhora.

 A vizinha do outro lado da rua, que tem 86 anos, transita armada com um cabo de vassouras, para se defender de possíveis ataques. É que em um dos surtos, ela foi defender a senhora da frente que estava sozinha com o netinho e acabou virando também alvo do desajustado. Um outro morador, foi falar com ele, a respeito das agressões e acabou apanhando também.

 Na delegacia constam as queixas por agressões, invasão de domicílio entre outras, mas isso tudo serve só como estatística, porque se mexer mesmo, a polícia não se mexe.

 Em Caminho das Índias, o personagem Tarso surtou no meio da Lapa e a Samu com todo zelo foi lá e o recolheu. Na vida real, dizem que não é de competência deles. Os Bombeiros também recolhem gatos em árvores, mas sujeito surtado ameaçando velhinhas, o discurso é o mesmo: “não é da nossa competência”.

 Procurei, então, a vereadora Rosa Fernandes – que é quase “O Poderoso Chefão” da área. Talvez ela pudesse me explicar a quem devemos recorrer. Vinte e um dias depois, um secretário dela chegou ao meu portão. Levei ele até a casa da principal vítima do dito sujeito, que vive coagida pela convivência obrigatória com o maluco. Se emocionaram? Pois leiam o desfecho:  

 “Quando ele der alteração de novo, liga pra mim que vou trazer a polícia aqui”, disse o secretário.

 Ah, ta. Só a tal senhora tem TRES BOLETINS DE OCORRÊNCIAS contra o doido varrido. Fora o resto da vizinhança. Mas é necessário que ele entre em surto para ver o que pode ser feito.

 Vocês entenderam quando eu disse que ele INVADIU A CASA DA POBRE SENHORA? Pois é. Mas ele também já correu com um facão atrás de feirante, atrás de outros moradores… Imagina se ele invade a casa dela, com o facão e mata a pobre?!

 É. Lembrei. Seguirá o clássico: Eduardo Paes vai ao enterro, entrega um buquê de flores à família, diz à imprensa que lamenta muito e que a culpa é do Sérgio Cabral que deveria dar ordem a PM. O Sérgio Cabral, muito solícito sempre aos jornalistas vai dizer que o problema é do Lula que não libera a verba. E vida que segue. Cada um por si, agarrando-se a justiça de Deus para sobreviver na terra de ninguém.    

 Constantes assaltos e roubos de carros na rua já nos impedia de transitar, agora um descontrolado a solta. Privados do nosso direito de ir e vir. Na verdade, nós é que estamos errados, assumindo a incompetência deles enquanto órgãos públicos e a nossa enquanto cidadãos de agüentar calados tantos absurdos. Eu vou insistir sempre: Até quando?!

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