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O povo unido jamais será vencido

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Fonte: Gazeta Digital

Enfim, depois de muito barulho, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, deu sua cara pra bater na TV e revogou o reajuste da tarifa de ônibus, de R$ 2,95 para R$ 2,75. A medida já será aplicada a partir desta quinta-feira. Na sequência, o governo do estado informou que, a partir de sexta-feira, as tarifas para  trens, barcas e metrôs (que haviam sido reajustadas para R$ 3,10, R$ 3,30 e R$ 3,50, respectivamente) voltam aos valores anteriores ao reajuste: R$ 2,90, R$ 3,10 e R$3,20.

Viram como é “fácil”?

Quando todos remam para um mesmo lado, não aceitam ser abusados, é possível fazer um país mais justo. Colocamos os políticos no poder, para nos representarem, mas quando eles se fazem de surdos, podemos, nós mesmos tomar o que é nosso.

Claro que, não acostumados a esse tipo de manifestação por parte dos brasileiros, a cúpula decidiu rapidinho baixar a passagem, para tirar o povo das ruas e, assim, minimizarem os estragos na Copa das Confederações. O que não aconteceu: agora temos que impedi-los de votar a PEC 37, melhorar o nosso próprio salário, porque claro, nisso eles também não pensam, entre outras coisas. Dessa vez, parece que ninguém está disposto a aceitar pão e circo.

Aliás, Copa do que mesmo está acontecendo? Quase não se mostra nos noticiários, ao contrário do que aconteceria normalmente por aqui. Até o Willian Bonner, que estava vestido pra festa, teve que se render, sair do estádio e sentar a bunda de volta na bancada do JN. Temos coisas mais importantes para fazer por aqui.

O que espero daqui pra diante? Que o povo continue unido, remando para o mesmo lado. Não adianta um pequeno grupo pedir uma coisa, outro pequeno grupo outra; A redução da passagem demonstra que devemos todos brigar por um mesmo objetivo, cada um gritar por uma coisa diferente vira carnaval. E não é esse o objetivo. Ideais diversos, a gente deixa pras urnas, nas eleições escolhendo bem os candidatos, quando saímos para brigar na rua têm que ser com uma proposta bem definida para que os governantes possam nos ouvir. Pensem nisso.

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O despertar do Guerreiro

Vinte centavos? Não. Digamos que foram os últimos vinte centavos que quiseram nos roubar a gota d’água para o povo tomar as ruas do Brasil. Coisa mais linda de se ver!

Um mundo de gente “Fê da vida” tomou a Cinelândia gritando: “Olê, olê, olê, se a passagem não baixar, o Rio, o Rio, o Rio vai parar”, “vem pra rua, vem, vocês também”. Os prédios do Centro do Rio viraram verdadeiros piscas-piscas gigantescos em sinal de apoio e uma chuva de papel foi surgindo… Senhores, eu vivi para ver o Brasil acordando e ainda nem posso acreditar nisso.

Eu nasci no final da Ditadura Militar e, pude acompanhar pela TV o povo se movimentando em Diretas Já. O Hino Nacional se cantava acalorado, ávido por mudança, pelo direito a esta democracia que o povo até então, não sabia usar. Quando adolescente, vi o povo ir pra rua pedir o Impeachment do Collor, mas de verdade? Nunca me pareceu um movimento do povo para o povo, como aqueles noticiários que vi quando criança. E, já na faculdade, tive a certeza da grande orquestra partidária que comandou a queda do então presidente.

Fonte: O Globo

Fonte: O Globo

Mas esta semana eu acordei com o povo marcando pela internet os pontos estratégicos, pedindo a cor branca em apoio, mesmo para quem não pudesse ir. E eu usei branco. E chorei por este ato democrático, pela esperança de que agora terei um país que realmente não foge a luta e não se cala com os desmandos.

E eu que tantas vezes disse que nosso Che Guevara sairia da Internet, presenciei um movimento apartidário, sem liderança definida. Apenas um monte de gente de saco cheio de ser oprimida, resolveu gritar pro mundo inteiro “chega!”. E, de maneira inteligente, articularam isso na Copa das Confederações, quando a imprensa internacional está aqui dentro do país, aguardando as atualizações.

Claro que teve quebra-quebra, saque, furto… Assim como não se muda a política da noite para o dia, o povo daqui também não ia mudar. Tem muita gente que espera o pretexto de se dar bem. Não seria diferente agora. Enquanto milhões falam de justiça, uma centena quer ainda se dar bem. Desculpem os transtornos! Tem muito a que se mudar neste país, até a filosofia de “jeitinho brasileiro do povo”. Isso demanda tempo. Demanda força. Demanda o prejuízo de alguns. Mas se tudo der certo, será por um bom motivo.

Que o mais importante não se esqueça: O movimento começou na internet, ganhou as ruas e terminará na urna eletrônica. Não vamos votar em ninguém que queira se reeleger ou que já cumpriram mandato em alguma época. Está na cara que nenhum destes nos representa, de outra forma, já teriam usado suas oportunidades para fazer diferença. Agora, sim, estamos de olho.

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Novo temporal de descaso

Mais um verão, mais um temporal e o déjavú dos estragos provocados pela chuva. Só mudam os personagens. Óbvio. Como não se trata de um game qualquer, aqueles que foram não recebem novo direito a sobrevivência. Então, novas famílias devem chorar. E choram esta noite a perda dos seus. Tudo tão idêntico que chego a questionar o conceito de notícia que nos dão na faculdade: algo novo, inesperado como o homem que morde o cachorro. Nada é mais velho que todo este descaso.

E o caso está se complicando. Em 2011, a área atingida foi a Região Serrana, ontem fotos da Tijuca, da Vila da Penha (área nobre do subúrbio Carioca), estouravam no Facebook como pipoca quente. Não é só mais as áreas pobres que estão sofrendo consequências, embora estas, sem dúvida sofram ainda muito mais.

Aqui em baixo, com casas de tijolo e emboço, o rio invadiu também. Sem muita distinção de quanto estamos pagando de imposto não repassado para o bem estar social.

R. Oliveira Belo - Vila da Penha

R. Oliveira Belo – Vila da Penha

Qualquer rua cortada por um valão é uma área de risco; morar diante de um rio é tão grave quanto viver pendurado numa encosta ou num vale inundável aos primeiros pingos de chuva.

Cruzamos os braços, não cobramos e cada dias mais os governos de um jeito prático, cômodo e educado, fecham os olhos para os nossos “valões”, como quem diz  aos cidadãos “é essa merda toda ai que vocês merecem, palhaços”. E já que mais uma vez não tivemos disposição de remar contra esta maré, vamos embora arregaçar as mangas e lavar a lama para fora das casas.

 *foto compartilhada no Facebook. Não localizei o dono do click

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Corre que vem chuva

No país da Copa do Mundo 2014, tudo é muito bonito até que cai a chuva. No Rio de Janeiro, mais um episódio de caos pluvial se repetiu ontem (25/04): A Defesa Civil da cidade registrou pelo menos quatro pontos de deslizamento em favelas diferentes; Na serra Grajaú-Jacarepaguá, uma pedra se desprendeu das rochas, acabou com a frente de um carro e provocou a interdição completa da via; Na Praça da Bandeira, um homem foi encontrado morto, vítima de afogamento.

E ai, as notícias começam a ser publicadas e você, à medida que as lê, pode jurar por Deus e todos os santos que, dessa vez o povo vai cobrar das autoridades alguma providência. Peraí, gente! Tem quatro meses que a região serrana do estado veio abaixo por conta de chuva. Cidadãos que pagam seus impostos ainda estão em abrigos improvisados… E o Morro do Bumba? E Angra dos Reis? Vamos dizer que já chega?

Ao contrário… O povo ficou feliz porque pela primeira vez a prefeitura acionou um alarme para avisar de situações de emergência em área de risco. O sistema sonoro foi instalado depois das enchentes de abril do ano passado. Isso evita que as pessoas sejam soterradas. Quanta bondade, senhor prefeito!

Não fosse pelo fato das pessoas estarem ainda em ÁREAS DE RISCO.

Em UM ANO não se conseguiu dar a esses brasileiros um plano decente de habitação? Eles precisam sair correndo com alguns pertences e suas famílias debaixo de qualquer chuvinha? Viver no pavor é o que merece o povo que paga os impostos mais caros DO MUNDO?

O sistema de sirene foi inspirado em quem? No Japão? De fato, senão fosse o alarme de calamidade acionado momentos antes da Tsunami a tragédia teria sido muito maior (eu mesma escrevi sobre isso), mas ondas gigantes são eventos naturais isolados, já a chuva nesta época do ano é tão banal por aqui, que Águas de Março virou um clássico da MPB. Ou não?

Se é pra copiar coisas, vamos começar pelas mais úteis? Além de sirenes antecipando catástrofes, os japoneses têm um sistema de escoamento de águas pluviais por meio de reservatórios gigantescos, que não se mistura ao sistema de esgoto, e evita o transbordamento (motivo da maioria das nossas enchentes). As tubulações atravessam o subterrâneo de algumas cidades japonesas, drenando a água excedente e evacuando para algum rio quando necessário, para tanto, essas galerias tem motores capazes de bombear cerca de 200 toneladas de água por segundo para exterior. Detalhe: tudo isso embaixo de uma terra sujeita a terremotos e tsunamis coisas que não vemos por aqui.

As cidades crescem em cima de asfalto. Este material é impermeável, por tanto, há de se pensar alternativas para co-existir com a natureza que ainda tem seu lugar neste planeta.

Se não houve vítimas fatais nas comunidades por conta do alarme a que todos louvam, vamos lembrar que um homem morreu afogado porque nossas galerias pluviais são ineficientes e causam enchente!

Precisamos de um sistema de drenagem eficaz, de um plano de habitação seguro para que nossas famílias não estejam em áreas de risco normalmente e ai, sim, uma sirene contra CATÁSTROFES (e não rotinas naturais).

Só me venham falar de satisfação, quando acordarem desse sono profundo, brasileiros!

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Asfalto (parcialmente) Liso

E quando a gente pensa que já viveu de tudo e que político nenhum pode nos fazer mais palhaços ainda, vem um prefeitozinho e te mostra que ainda tem mais o que descer.

Um belo dia eu acordei e aquele asfalto que denunciei no outro vídeo está realmente recuperado. Em parte. Do lado esquerdo da via, eles realmente ajeitaram a pista de rali e afixaram placas informando que a Operação Asfalto Liso passou por ali. Já do lado direito… Desnivelamentos de todos os níveis (asfalto, bueiros, tampas de galerias…)

O outro prefeito recebeu a alcunha de “Prefeito Maluquinho”,  já esse, estou gentilmente apelidando de “Prefeito Cara de Pau”. Não que eu levante bandeira do César Maia (pra mim, nenhum desses prestam), mas pelo menos não cuspa na inteligência do povo, né?! Pelo menos roube com… Dignidade.

Até porque para tirar carteira de motorista, devemos ser alfabetizados, passar por psicotécnico… Não tem nenhum bossal transitando por ai. Tenha a santa paciência, hein, prefeito?

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Cadê o asfalto que estava ali?

As faixas fixadas nos postes informam: “Asfalto Liso. Homens Trabalhando”.

Da Praça do Carmo à Olaria, passando pelo terrível trânsito da Penha, a pista está fresada, esburacada… Se havia ali um asfalto ondulado, conseguiram piorar a situação. Nem a noite os tais homens devem realmente estar trabalhando, porque se tivesse, já deveriam ter conseguido recapear as avenidas.

 E a suspensão dos carros de nós, suburbanos, quem é que paga?

Os políticos conseguem fazer o inimaginável: piorar a vida de quem já vive no ruim! Haja criatividade para sobreviver! E para não dizerem que eu reclamo demais, aqui, eu mato a cobra, quer dizer, arrebento a suspensão e os amortecedores, e mostro a conta que, provavelmente, o prefeito não há de pagar:

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Sociedade Protetora de quê?

Depois da denúncia do Ministério Público de maus-tratos e desvio de verba, a Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, a Suipa, vai receber da prefeitura um terreno ao lado da sede no Jacaré, subúrbio do Rio, para a construção de um novo abrigo. O projeto da nova sede será apresentado amanhã (27.05) à Fundação Parques e Jardins. E antes de qualquer aprovação, a prefeitura já havia disponibilizado também verba para a ampliação das dependências que deveriam cuidar, mas estão matando 99% dos animais abrigados no local, segundo dados que a própria ONG enviou ao Ministério Público.

Em um lampejo de sensatez a Câmara dos Vereadores entrou nessa negociação e informou que vai realizar uma CPI antes da liberação dos benefícios.

Segundo o Jornal O Globo, a Presidente da Suipa, Izabel Cristina Nascimento diz ver com estranheza a abertura de uma CPI porque a ONG nunca recebeu nada do poder público, somente de sócios e simpatizantes.

Então, sra. Presidente informo que a CPI é pra não dar dinheiro público a quem não sabe o que fazer com ele. E, felizmente, a instituição não recebeu dinheiro nosso para matar os bichinhos.

 

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