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Pensem pela Urna

Agora que Deus ouviu minhas preces e  Dilma e Serra estão disputando o 2º turno, nossa missão agora, enquanto eleitores, é procurar saber o que o (a) novo (a) presidente (a) fará na Economia.

A gente não tem que se contentar com pouco. Bolsa Familia, Bolsa gás, são no fundo bolsa vazia para o cidadão. Não votem por isso. Não avaliem tão por baixo. Pelo amor de Deus! (Sim, apelo de novo ao divino).

Com as atenções voltadas somente aos dois fica mais difícil eles desviarem do assunto “Economia” que, aliás, é o que fizeram durante os debates (que conseguiram ser mais chatos que a propaganda eleitoral gratuita, e nem quero mencionar os palhaços que erraram de endereço e saíram dos programas dedicados a comédia pra ajudar a inchar o horário gratuito).

Até aqui, Dilma e Serra fugiram dos temas econômicos como o Diabo foge da Cruz.

Mas, eles não são candidatos a síndico de um condomínio em Brasilia. Portanto, eu, gostaria muito de saber da Dilma, por exemplo, como ela pretende reduzir os juros, os impostos, os gastos públicos, e principalmente, a folha de pagamento da empresas. A madame, passou 8 anos no governo Lula e faz de conta que esses problemas não serão herdados por ela.

A bonitinha inclusive, já chamou de rudimentar a política do então Ministro da Fazenda, Antonio Palocci. E se não sofro de amnésia (como a candidata), essa política monetária ainda está em vigor. Aliás, hoje, esse mesmo Palocci, antes duramente criticado é orientador da presidenciável e adivinhem onde…?  Justamente nessa área.

É. Dona Dilma, tem gente no povão que está atento e quer saber:  A economia rudimentar, por acaso vai mudar? Já estamos por aqui vendo indícios que muito pelo contrário, visto que os aliados são os mesmos.

Quanto ao Serra, gostaria de saber:

Candidato, quem vai mandar na economia? O Ministro da Fazenda? O presidente do Banco Central ou o senhor mesmo, se for eleito? Heeeein? É. O tucano já manifestou preocupações com a autonomia da Fazenda, com a independência do BC e com a interferência de Lula, na área econômica. Só que até agora, não me mostrou números (como se eu – ou se o povo – fosse importante) que comprovem como ele vai tratar essas distorções.

É fundamental nesse momento, que os dois candidatos sejam claros sobre esses desafios, porque o maior interesse por trás das eleições é o interesse econômico. Depois de passada a festa democrática, o oba oba de carreatas, é a Economia que os espera no Palácio do Planalto. Foi assim nas duas vitórias de Fernando Henrique (Plano Real) e nas duas vitórias de Lula.

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Terror Eleitoral

Faltando uma semana para o pleito, nos deparamos com a verdade irrefutável: Serra ou Dilma? Essas são nossas opções viáveis de governo nos próximos quatro anos. Em quem votar?

Existe uma história dos tempos de concentração nazista em Auschwitz, que diz que uma mãe judia, foi forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha – qual seria executado e qual será poupado -. Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele. É. A questão é terrível! E leva o nome de “Escolha de Sophia”. Título que hoje em dia é sinônimo de decisão quase impossível de ser tomada: Serra ou Dilma?! Volto a te perguntar, querido leitor.

Confesso ficar angustiada quando penso nisso.

O PT tem mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios  para tal meta. Mesmo os mais abjetos. O projeto de poder da Estrela Vermelha é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales
na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim…

Cito o economista Rodrigo Constantino.  “Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo” (2009).

Dona Dilma Roussef, ainda se faz valer dos porões da ditadura para ter uma amnésia de seu passado vergonhoso, mas deixa que provas documentais se lembram por ela: a candidata traz o agravante de ter sido uma terrorista na juventude. Prefere ter amnésia a se arrepender de seu passado vergonhoso no grupo Colina que planejou diversos assaltos. E isso nunca foi protesto que se apresente, nem mesmo nos anos de chumbo. Isso é simplesmente assalto… Há de se ter orgulho disso?

Na linha de Gandhi, Lula anunciou: “não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido”. Distribiu “Fome Zero”, depois a “Bolsa Família”, o “Crédito consignado”, o “Luz para todos”, a “Minha Casa, minha Vida… Todas iniciativas assistencialistas que apenas deram a falsa impressão a sociedade de que estamos menos lascados. O que necessitamos é de escola, saúde, segurança, emprego… Possibilidades reais, de cidadãos que pagam os impostos mais caros do mundo, meu senhor!

E não que esteja dizendo que o PSDB vá fazer isso (eles já estiveram no poder outras vezes e o Brasil sempre foi o mesmo de clamor utópico). Mas, chegamos ao ponto da eleição significar apenas uma ruptura com o PT.

Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Meu voto desta vez é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. Aliás, no dia seguinte da eleição, já serei uma crítica incansável ao governo Serra, porque ele também não é santo. Mas antes um não santo não comunista.

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Não mandem palhaços a Brasília

Na última sexta-feira, tive uma reunião na redação da rádio, e em um dado momento, meu chefe, furioso perguntou a um dos presentes:

– Você está vendo algum sorriso no meu rosto? Isso aqui não é uma brincadeira, não. Há de se ter mais compromisso aqui dentro.

Horas depois, me mostraram a campanha do Tiririca, cujo slogan é “abestado vota em abestado”. Na seqüência, me chega por email, um tal Lindolfo Pires, que usa uma versão de Beat It do Michael Jackson para fazer campanha. E eu pensei: Vem cá, esses palhaços acham que política é motivo de riso? Por aí, já dá para ver que eles estão no lugar errado. Há de se ter mais compromisso em Brasília.

Não estamos avaliando a capacidade deles de entreter. Queremos saber de propostas: Farão o que pelo nosso caótico transporte urbano? Qual o plano de habitação para que novos Morros do Bumba não façam nossas famílias chorar? Em 30 segundos diversas campanhas publicitárias dão o seu recado. Em muito menos tempo os candidatos fazem piadas… Então, vamos ao que interessa.

Barack Obama, deu um show de como fazer campanha on line . A Folha de São Paulo, no dia 05, publicou um estudo com 209 perfis de políticos no Twitter mostrando que eles usam a rede social muito mais para autopromoção do que para interação.  Segundo o trabalho dos cientistas políticos Hilton Cesario Fernandes e Ludmila Almeida, 70,3% dos tuítes analisados tratavam de assuntos políticos, enquanto 25,3% eram respostas a outros tuiteiros.

Querem aparecer? Dêem respostas sensatas ao povo que está na rede. Principalmente se recebeu pouco espaço na cadeia de rádio e tv, apareça, sim. Mas sem fazer o cidadão de otário. Se eu quisesse rir com uma comédia, alugava um filme, esperaria um programa de Humor… Lugar de palhaço é no circo. Eu sou povo, não sou imbecil.

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Cadê o asfalto que estava ali?

As faixas fixadas nos postes informam: “Asfalto Liso. Homens Trabalhando”.

Da Praça do Carmo à Olaria, passando pelo terrível trânsito da Penha, a pista está fresada, esburacada… Se havia ali um asfalto ondulado, conseguiram piorar a situação. Nem a noite os tais homens devem realmente estar trabalhando, porque se tivesse, já deveriam ter conseguido recapear as avenidas.

 E a suspensão dos carros de nós, suburbanos, quem é que paga?

Os políticos conseguem fazer o inimaginável: piorar a vida de quem já vive no ruim! Haja criatividade para sobreviver! E para não dizerem que eu reclamo demais, aqui, eu mato a cobra, quer dizer, arrebento a suspensão e os amortecedores, e mostro a conta que, provavelmente, o prefeito não há de pagar:

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Bilhete Único: Manobra de Campanha

Eu não agüento esses políticos desafiando a nossa inteligência (muito mais) em época de campanha. Durante o debate dos candidatos a governador na Band, o nosso querido Cabral estufou o peito pra dizer que o bilhete único criado (leia-se copiado, porque o Bilhete Único é muito eficiente, há muitos anos em São Paulo) por ele já havia sido usado em 1.200.000 viagens.

Ah, é? Tá. O sistema foi implantado (mal e porcamente) em fevereiro, ou seja, temos aí seis meses de viagem. 1.200.000, em seis meses, contando apenas os dias úteis, seriam 10 mil viagens. Se o cidadão vem de outro município, óbvio que vai retornar pra cidade de origem, com isso, seriam 5 mil pessoas por dia sendo beneficiadas.

Qualquer medida pública que melhore a vida de um cidadão que seja, é importante, mas não chega a ser motivo pra bater no peito. Ainda mais quando ele sabe que o sistema foi implantado cheio de falhas, que as empresas de transporte ainda não se definiram quanto a perfeita estruturação do bilhete e, a iniciativa privada ainda não atentaram para a mudança do “Vale transporte” dos funcionários pelo novo sistema. E afinal não era para ser economia para empregador e empregado?

A idéia foi boa, governador, mas é preciso bem mais que instalar. É preciso monitorar, fiscalizar, orientar… E isso… Ninguém viu até agora.

A assembleia legislativa poderia pedir a Fetranspor a abertura desses dados, por viagem e valores de subsídio recebido para conferir se uma parcela significativa de eleitores estão sendo beneficiados de fato. Porque falar em números brutos só para encantar quem não pára para fazer conta é muito fácil. O transporte urbano do Carioca é um lixo. E o Bilhete único não é realidade. Fiquem de Olho!

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Olho na Urna

Para quem escrachou a seleção do Dunga, não perdeu por esperar as surpresas que nos reservava a escalação do Tribunal Superior Eleitoral. A tendência já verificada em 2006 de uma lista repleta de celebridades e jogadores de futebol foi ainda agravada para este pleito.

É eu digo agravada mesmo. Porque é grave a situação. Qual foi o legado de Clodovil Hernandes (morto em março após um AVC) na política? O que é que Frank Aguiar, cantor de forró, entende da máquina administrativa do país? Alguém explica?

O secretário-geral da Executiva Nacional do PTB e presidente da legenda em São Paulo, o deputado estadual Campos Machado declarou que a aposta na candidatura de pessoas de fora do mundo político tem por objetivo, restituir a credibilidade dos políticos e transformar o partido no mais forte e moderno de São Paulo.

E desde quando ter laranja no poder é moderno? Isso é mais velho que as Pirâmides do Egito. Colocam lá um cara com algum poder de retórica e faz dele marionete, assim que assumir a cadeira. Basta ter um histórico popular, seguidores fiéis e um bom pescoço pra sacudir sempre a cabeça dizendo “sim” para a mamata do governo.

Perder a Copa do Mundo é aceitável. Inaceitável são mais 4 anos dessa baixaria em Brasília. Urna não é pinico. O palácio do planalto não é showmicio. Vamos renovar, sim, mas vamos fazer isso com critério. É o mínimo que podemos fazer por nossos filhos.

E só para que fiquem tão de queixo caído como eu, dêem uma olhada em quem quer colocar a boca nas tetas do governo:

No Esporte:

Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- O boxeador concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador,quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) – Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) – Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) – Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal

Na Música:

Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) – Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) – Membro do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) – Integrante do KLB, concorre a deputado estadual

Faltou o Bruno… aí poderiam até lançar um novo partido chamado KLB.  Ia ser perfeito para enganar os eleitores da faixa dos 16 anos.

Netinho (PCdoB-SP) – Cantor do grupo Negritude, concorre a senador   (Aquele que bateu na mulher, lembram?)
Reginaldo Rossi (PDT-PE) – Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) – Integrante da dupla Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) – Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) – Funkeira, concorre a deputada federal

Na Televisão:

Ronaldo Esper (PTC-SP) – O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) – Humorista, disputa na vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) – Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) – Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) – Humorista, quer uma vaga na Câmara Federal

No Pomar:

Mulher Melão (PHS-RJ) – Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) – Suellen Aline Mendes Silva quer ser deputada federal

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E o vice quem é?

Esses dias estava pensando sobre a questão do suspense em torno da escolha dos vice-presidentes para essas eleições. Meu lado Zé Povinho sapateou logo:

– Peraí, a gente nem vota pra vice e fica esse frissón todo? Já é difícil escolher um calhorda, que dirá um deles somado a um vice.

É, mas o processo de digitar os dois numerozinhos lá na Urna Eletrônica moderninha, deve sim levar este item em consideração.

Quando Getulio Vargas se matou, quem assumiu? Café Filho que deflagrou uma crise institucional. Janio Quadros, renunciou e adivinha quem abocanhou a faixa? O famoso Jango, que era vice. Tancredo Neves faleceu depois de eleito, e tchan tchan tchan, assumiu o  José Sarney. Vice.

Rodrigues Alves foi outro que morreu e deixou o posto para o vice. E Collor, depois do Impeachment, esse todo mundo lembra. Foi Itamar que teve que assumir. E antes disso, alguém tinha reparado no mineirim? Duvido!

E tem mais história embaixo desse angu. Em 100 anos de governos republicanos eleitos, nove vices assumiram a cadeira presidencial. Nada menos que 40% em 22 governos. É coisa pra caramba!

Portanto, olho no candidato. Olho no Vice. Essas alianças são importantes e podem ditar a vida da gente, de repente, sem aviso prévio. Convido todo mundo a pesquisar e divulgar, hein?! Nada de desculpa que não gosta de política.

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