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Eleições chegando e…

…Eu penso aqui com meus botões: “Por que o povo brasileiro gosta tanto de eleger figuras que parecem ter saído de uma comédia pastelão?”  Vá lá, rir é o melhor remédio, mas em certas situações o que seria cômico é trágico de mais para meu estômago. Exemplo? O que foi o discurso da Dilma na ONU? Alguém me explica ou contém minhas lágrimas?

Do alto da maior tribuna do planeta, a presidente, primeiro se queixa das medidas adotadas pelos países ricos em defesa dos interesses dos países ricos. Depois, elogia as medidas adotadas pelo Brasil em defesa dos interesses do Brasil, estou errada ou o que é protecionismo lá aqui chamamos de patriotismo? Ela acha que a Organização das Nações Unidas vai se comover com o mimimi de um país subdesenvolvido? O povo brasileiro é abobalhado, lá fora, o discurso é diferente, minha senhora.

E a exaltação a democracia em toda a América do Sul?

Por acaso a Venezuela, a Argentina, a Bolívia e Cuba ficam na Oceania?

Terceira mulher mais poderosa do mundo, em plena ONU, Dilma mostra que sequer entende de geografia.

Alguém avisou para ela que aquela tribuna não era palco do Show de Calouros? Não tem um assessor competente pra afinar esse discurso? Tratar de uma ideologia mais coerente? Ou pelo menos fazer o discurso parecer menos leviano ou infantil?

Por favor, gente! Não vote em palhaço, em jogador de futebol como se isso fosse protesto. Porque não é. Isso é assinar sentença para outras vergonhas nacionais. Precisamos de gente, no mínimo coerente para nos representar. Não troquem seu voto por churrascada,  dentadura e similares vamos fazer diferente uma vez só na vida.

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Cadê o asfalto que estava ali?

As faixas fixadas nos postes informam: “Asfalto Liso. Homens Trabalhando”.

Da Praça do Carmo à Olaria, passando pelo terrível trânsito da Penha, a pista está fresada, esburacada… Se havia ali um asfalto ondulado, conseguiram piorar a situação. Nem a noite os tais homens devem realmente estar trabalhando, porque se tivesse, já deveriam ter conseguido recapear as avenidas.

 E a suspensão dos carros de nós, suburbanos, quem é que paga?

Os políticos conseguem fazer o inimaginável: piorar a vida de quem já vive no ruim! Haja criatividade para sobreviver! E para não dizerem que eu reclamo demais, aqui, eu mato a cobra, quer dizer, arrebento a suspensão e os amortecedores, e mostro a conta que, provavelmente, o prefeito não há de pagar:

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Dada a largada para campanha eleitoral na web

Bastou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir por quatro votos a dois, que não deveria regulamentar a campanha eleitoral na internet, e logo saiu o ranking do Ibope-Nielsen apontando os 10 sites mais acessados do país. Quanta coincidência!

A pesquisa projeta a existência de 64,8 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, ou seja, os que podem votar. E nessa perspectiva, os líderes em visitantes, incluindo aplicativos foram Google (34.173.000), MSN/ WindowsLive/Bing (32.579.000), Orkut (27.893.000), UOL (27.685.000), Microsoft (25.700.000), iG (23.999.000), Globo.com (22.918.000), Terra (22.776.000), YouTube (22.434.000) e Yahoo (21.871.000).

Bem, cedo ou tarde a campanha ia mesmo chegar a Web. Não havia como manter o esquema de publicidade eleitoral de 50 anos atrás (Obama foi um exemplo disso, embora nosso contexto político seja bem diferente), com as mídias sociais acontecendo a pleno vapor no Brasil. Aliás, nada melhor que a desterritorialidade da web para conseguirmos dar conta de fiscalizar tudo o que anda acontecendo de Norte a Sul do país.

Já que a classe intelectual brasileira e os artistas, que antes promoviam quebra-quebra em nome da democracia, hoje, estão focados em aparecer em páginas de revistas de celebridades; Já que os cara-pintadas amarelaram sem o fogo da Rede Globo e os universitários viraram alienados que não se interessam por política, caberá agora a nós, nerds,  impedirmos eleição de cabra que ainda tem a cara de pau de doar dentadura em troca de votos. Ótima oportunidade!

Certamente, não vamos mudar a política do país de um ano para outro, mas seremos um Calcanhar de Aquiles, vide o #forasarney que começou a ser gerado via Twitter. Os internautas, ninguém duvida, sabem dar voz às suas reivindicações. Acho que agora a tag deveria ser: chega de coronelismo, né não?!

Só espero que os candidatos estejam preparados para o tipo de debate que, a internet nos proporcionou: livre, honesto e claro. Longe de censuras como uma ou outra empresa privada ainda prefere fazer.

Rumo a 2010.

Fonte dos dados do Ibope: Ex-blog do César Maia

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