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Vamos recomeçar. Não esquecer.

O Globo, Domingo, 11/04 (p.16) – Coluna Hélio Gaspari – DINHEIRO, HÁ! O prefeito Eduardo Paes pediu R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira… Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$ 120 milhões que separou para gastar em publicidade. Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$ 150 milhões do ervanário de R$ 180 milhões que pretende encharcar em propaganda. Secaria a praça e sobrariam R$ 30 milhões.

Essa é para pensarem a próxima vez que ficarem presos em alguma enchente no Rio. Porque sim, ficaremos.

E antes que alguém encha a boca pra dizer que deveria ter um órgão para fiscalizar esse tipo de gasto, vamos lembrar que, o que mais temos hoje são secretarias e órgãos… Todos inúteis. Só servem para aumentar a burocracia e o jogo de empurra em respostas que deveriam ser práticas, simples e diretas.

Não tem que gerar nova  teta pra algum outro corrupto mamar. Nós é que temos que cobrar com o mesmo fôlego que temos para chorar nossos mortos, quando a negligência dos nossos governantes soterra nossos parentes ou fecha as portas dos órgãos de saúde quando estamos em emergência.

Por muito menos, na China o povo coloca tanques de guerra na rua. Ou indo mais perto a Argentina, que vivemos criticando, faz panelaço na frente dos prédios dos órgãos públicos. Nós como cidadãos é que temos que cobrar, perturbar, fazer valer o nosso dinheiro (e direitos).

Acorda ai galera, antes que a próxima vítima seja um de nós.

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Desnecessário Bola de Cristal

O Globo online, 07/04/2010 –  Chuvas no Rio: moradores de Vargem Grande estão ilhados

Sabe o que diz  Aurélio Buarque de Holanda?  

Vargem ou Várzea: Terreno baixo, plano e fértil, nas margens de um curso de água.

O Globo Online, 03/11/2009 – Lotes Molhados. Lei do Peu de Vargens: libera para erguer edificações em terrenos alagados.

Segundo a matéria, a outorga prevê construções na região de Vargem Grande, Vargem Pequena, Camorim e parte do Recreio dos Bandeirantes, acima de gabaritos permitidos, em troca de uma taxa paga à prefeitura e que será revertida em infraestrutura da região.

Infraestrutura neste caso deve ser distribuição de botes quando a chuva cair. Ou então lencinhos que os moradores hão de precisar para chorar seus mortos levados na enchente ou no desabamento.

Precisava de bola de cristal? Não, né. Basta um plano de habitação coerente.

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