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Planeta dos Macacos – A Origem

Acho que essa foi a estreia que mais deixei pra depois. Talvez não tivesse nem visto, se minha amiga Pitanga (ou o querubim dos Pampas) não tivesse elogiado tanto aqui. O motivo é muito simples: o longa é oficialmente uma referência da famosa série Planeta dos Macacos, que depois virou não apenas série de TV,  mas já teve uma infeliz aparição na telona (2001), que não só foi trágica como ainda rendeu a carreira de Tim Burton uma mancha pesada.

Grata surpresa! O diretor inglês Rupert Wyatt (muito prazer, não te conhecia antes) conduziu com precisão e eficiência a historinha batida. Aliás, o roteiro também é muito inteligente e vai justificando as ações e atitudes dos personagens, para não transformar tudo em uma guerrinha de primatas mais ou menos desenvolvidos.

A trama mostra um laboratório que faz experiências com macacos (claro). A grande experiência trancada a sete chaves é a cura para o Alzheimer. Por uma série de coincidências a droga cria uma geração de macacos chamados de Olhos Brilhantes. Na verdade, o que acontece é que sem querer, uma das cobaias tem um filhote, que traz consigo o DNA transformado pela droga. Depois que a “mãe macaca” provoca uma confusão no laboratório levando o projeto a ser cancelado, o cientista adota o macaquinho e começa o analisar de casa. A tal experiência faz com que o processo de pensamento e reflexão do primata seja apressado fazendo crescer novas células. Enquanto o macaco vai crescendo, o pesquisador experimenta com seu próprio pai, que sofre de Alzheimer, os efeitos nos humanos e até consegue bons resultados, mas que são passageiros.

Aliás, essa questão com humanos deixa porta aberta para uma próxima edição, que se comparado a primeira, vai dar um banho em muito blockbuster dessa geração.

Em relação ao elenco, o verdadeiro astro do filme é esse macaco geneticamente modificado, chamado Cesar. Enquanto nos filmes anteriores, os animais eram apenas atores vestindo roupas e maquiagem de macacos, neste longa encontramos incríveis efeitos digitais, captação no estilo de Avatar (já contei que assisti esse filme 2 vezes no cinema e outras 30 vezes em casa? Já deu pra entender porque fiquei hipnotizada, né?). Cesar, é na verdade, o famoso Andy Serkis, (O Senhor dos Anéis) quer serviu de modelo para a captação de detalhes.

Simplesmente, vale a pena conferir!

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Karatê Kid de volta à telona

Hoje me mandaram um trailler do Novo Karatê Kid. O filme demorou tanto a chegar ao Brasil que eu achei, realmente, que fosse ficção, no sentido de não existir de fato essa produção. Sabe essas coisas montadas no Youtube? Eu já vi algumas e muito bem feitas.

Quando eu era criança, existia essa coisa de filmes que demoravam de um ano e meio a três anos para chegarem ao país, mas agora as coisas acontecem de forma simultânea. Algumas novidades demoram dois meses, no máximo, para chegarem a América do Sul e, quando isso acontece, a gente já fica aflito, procurando os piratas para saber (em tom clandestino): “E aí, parceiro, já chegou?”

E ai que, está tudo muito bem no trailler, mas o sentimento que eu tenho é que o longa não deu certo. Queriam varrê-lo para baixo do tapete de tanto que demorou a chegar.

Divulgação: Sony Pictures

Primeiro que substituir o memorável Pat Morita, por Jack Chan, é forçar barra. Não é porque o cara foi um bom atleta, que tem competência cênica para fazer uma atuação brilhante, capaz de varrer o antigo (e marcado na memória da galera que freqüenta hoje Festa Ploc) professor. Segundo, porque o franzininho filho do Will Smith dificilmente vai ser o Daniel Son que abre as asas pra mostrar “a hora da verdade”. Só de lembrar me arrepia… O que não acontece vendo o novo gafanhoto.

Ademais, um mistério ronda essa história desde o Karatê Kid – A hora da verdade (o original batido na Sessão da Tarde). O filme não foi sucesso nos cinemas do país, mesmo tendo a história boa. Então, a Sony fez um acordo com a Globo, que permitiu, que o filme passasse naquele horário “Sessão da Tarde” de domingo, um ano depois de sair de cartaz. E isso foi a grande chamada para a continuação do longa que pegou. Assim como o 3. Vamos esperar até semana que vem para ver se o novo Karatê Kid também tem um ás na manga capaz de livrá-lo da derrota nas bilheterias.

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Olhos Azuis – O filme

É. Bem que poderiam ser os meus. “Hum, metida”. Mas estou falando do filme. Acho que todo mundo já reparou o trailer de Olhos Azuis que está em cartaz no cinema.  Se não reparou, dê uma olhada:

Uma distribuição da Globo Filmes que fala em Inglês? Brasileiro? Americano de segundo escalão? O que rola?

A produção é brasileira. Mas conta a história de um chefe de Departamento de Imigração do Aeroporto de Nova York, que está em seu último dia de trabalho antes da aposentadoria. Estressado e alcoólatra, o cara resolve implicar com um grupo de latino-americanos. Daí se desencadeia uma situação constrangedora que acaba por provocar a morte de um brasileiro. Por isso, o longa, usa legendas quase todo o tempo.

Os olhos azuis é um ator que pouca gente deve saber o nome, mas que todo mundo conhece como coadjuvante: David Rasche. Agora de relance, só me lembro da série Recém Casados.

Me parece que o filme vem com um pouquinho de atraso. Porque foi noticia no mundo todo, o que o Bush submeteu os turistas em termos alfandegários e de controle de passaporte, depois do 11 de setembro. Os EUA estavam tratando o mundo como se vivesse a véspera do Apocalipse. Hoje com o Obama no poder, as assessorias do exterior, pelo menos (eu nunca saí do país, vivo do que se apresenta na mídia e para a mídia) já não enviam tantos alertas laranja de terror. O clima é um pouco mais ameno. Nem com o recente atentado na Times Square isso mudou. De forma que a identificação é mais um arquivo de memórias.

Enfim, estamos falando de ficção, não de jornalismo. Não precisa mesmo estar em cima do lance para ser bom. Portanto, ainda não assisti Olhos Azuis, mas o trailer me chamou bastante atenção e a crítica também vem aplaudindo. Como essa cambada de crítico é difícil de achar qualquer coisa realmente boa, isso é um incentivo a ir aos cinemas.

Sem contar que eu sempre apoio a platéia a prestigiar produções nacionais, porque nossos artistas, produtores e outros profissionais da arte que batalham tanto pra mostrar suas obras, merecem o prestígio. Tanto acredito nisso que, fui contactada para ir a pré estréia, enviei o email de confirmação, não me retornaram e ainda assim, estou aqui deixando a dica do final de semana.

Aliás, já recebi pagamento e estou sem companhia, hein. Se quiser convidar… Aceito. Essa também é dica.

E, a propósito, bom feriado!

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