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Máfia Fundamental

Gustavo fazia a lição de casa, quando comenta:

– Lembra aquele trabalho de casa que você me gastou porque dei uma dormidinha antes? A professora elogiou!

Pronto. Até esqueci que postei no Facebook uma foto bem malcriada da situação. Logo o peito de inflou de orgulho.

– É, meu filho? Como foi isso?
– O Vinícius esqueceu de fazer o trabalho de casa. Emprestei o meu para ele, que copiou. Aí, a professora pegou um outro trabalho sem conta nenhuma… Comparou logo: “Tá vendo fulaninha? O trabalho do Vinícius está com todas as contas, os resultados não apareceram por geração espontânea”. Mal sabia ela que o elogio era meu.
– É, Gustavo… Isso acontece. Chama Papagaio come milho, periquito leva fama. Mas, cuidado, hein. Agora, o trabalho chamou atenção, levando nome do Vinícius. Vai que ela marcou isso!? Vocês erram a mesma coisa, ela vai achar que você colou.
– Não, mãe. Tranquilo. Conferi antes o meu trabalho com o do Pedro. As respostas estavam idênticas.

Pausa

– Na verdade, sempre fazemos isso… Conferimos os trabalhos antes.

A picaretagem começa cedo… Já no ensino fundamental. Quanto as provas… Não tive coragem de perguntar. Essas coisas há de se ter mais tato.

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Matemática, não!

Como diria o Joseph Climber: A  vida é uma caixinha de surpresas!

Estudamos a vida inteira uma determinada matéria (tipo Matemática) que detestamos!

Quando concluímos o segundo grau, a primeira coisa que vem em mente é: “graças à Deus, Matemática (ou Biologia, ou Química, ou Física) nunca mais!”. Como é? Nunca diga nunca. O destino gargalha de você!

Quando achamos que acabou, lá vem mais uma peça: o seu filho entra em idade escolar, evolui no processo educacional… O tormento recomeça!

É perímetro do quadrado, MMC, MDC, redução de frações… E não chora, não. Em pouquíssimo tempo, você vai estar desesperado de novo em cima de 1s2 2s2 2p6 , de espectrometria de absorção atômica, da técnica de cromatografia em camada delgada e mais e mais desses absurdos que nos fazem engolir sem nenhuma aplicação prática, dependendo da carreira que você vai escolher.

Então, se você é jovem e está levando a aula de Química nas coxas, meu caro, melhor rever seus conceitos. Cedo ou tarde, você vai ter que entender, pelo menos, um mísero “qualquer” para orientar seu filho! Ou então, encontre um bom emprego pra enfiar ele no Kumon e engolir a chave. Ah, sim, sem levar em conta os concursos públicos que você pode querer prestar depois do Ensino Médio e lá estará a assombração de boca aberta pra te devorar (conheço isso na pele).

Depois dos netos, sim, talvez possamos dizer com toda força e letras: “Matemática: jamais!!!”

Por hora me pergunto: Por que não mudam o maldito ensino brasileiro para coisas mais práticas? Mais lógicas? Mais possíveis de uma mãe sem qualquer raciocínio matemático orientar seus filhos?

Se você ressuscitar um sujeito do século passado a única coisa igual que ele vai encontrar aqui é o sistema de ensino. Será que só eu reparo isso, gente?!

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Educando Meninos

Mesa de jantar

– Filho, mamãe vai trabalhar em 2 empregos agora. De manhã em um, a em outro
– Vai chegar muito tarde, mãe? – diz ele sem esboçar lá grande sofrimento-.
– É… Vou. Saio do outro agora às 20h

Bebe um pouco do suco. Limpa educadamente a boca no braço.

– É tarde, né, mãe?
– É, filho. Em compensação vai melhorar nossas moedas no final do mês

Ele olha com cara de repreensão

– Mãe, você nem parece jornalista…
– O que isso tem com o assunto?
– Ué, sempre tem matéria por ai dizendo que os pais não devem compensar a ausência em casa com dinheiro.

Toma mais um gole.

Do lado de cá, faço cara de quem levou um soco no estômago (Por que não fui ser advogada como queria papai, penso logo), mas insisto na batalha:

– Ok. Então eu vou trabalhar e sem benfeitorias para você, já que prefere minha presença.
– Não disse isso. Eu topo a melhoria nas moedas. Mas junte dinheiro pro meu psicólogo mais tarde, pode ser que eu tenha seqüelas.

Depois disso, fim de papo. Eu tive que ir me acabar de rir em outro lado.
Estamos falando aqui de um infante de 10 anos. Não um adolescente / adulto.

Meu medo de ter outro filho é que ele não seja tão divertido quanto este. E tenho dito.

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Tem certeza de que você está vivo?

inverbisDe vez em quando eu posto aqui um jabá para que os amigos acompanhem as minhas participações em outros sites (principalmente o Mulheres à La carte e o Busão, meus blogs coletivos), mas hoje meu convite é para que leiam a linda homenagem que o In Verbis fez para mim neste dia de finados.

Não é texto meu. E foi uma grata surpresa recebê-lo de presente. Me emocionou. Trouxe à tona saudades dos dias em que postava aqui no Fê da Vida, a guerra que travei com o sistema de saúde para conseguir tratamento para meu amado pai. Sim, saudades, porque naquela época eu ainda podia fazer mais por ele, do que simplesmente, lembrar-me das suas memórias.

Hoje gostaria de pedir que leiam, reflitam e se já morreram para seus entes queridos que ressuscitem enquanto ainda há tempo.

Um bom feriado.   

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