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Enquanto isso, no Alemão…

No final do ano passado, quando começou a propaganda de Pacificação do Alemão eu alertei: essa área de conflito compreende cerca de 3 KM² de território e abrange, só pra citar alguns,  o Morro do Baiana, o Morro do Alemão, o Morro dos Mineiros, a Nova Brasília, a Pedra do Sapo, a Fazendinha, a Grota, a Caixa D’água, entre outros. Enquanto Sérgio Cabral estendia bandeirinha e se vangloriava de ter dominado em QUARENTA MINUTOS uma pequena faixa e todo mundo comprava o barulho de que agora a paz chegava a cavalo.

Aham. Mencionei a Grota, né? Pois é. Justamente mais uma área do Complexo do Alemão acabou de explodir essa semana. De novo, conflito pesado no subúrbio do Rio.

Estou dentro dessa realidade por nascimento e convivência. Fazer o que? Se esticar o pescoço aqui da minha janela vejo boa parte dessa zona conflituosa. Não tem como comprar falsas propagandas.

Qual é, Fê? Você não acredita na boa intenção? Na política?

Meus caros… Como ser diferente?

Os políticos só entendem de corrupção, de como desviar e depois, de como varrer para debaixo do tapete e sorrir nas épocas de campanhas eleitorais. Só para citar um exemplo, o deputado Zaqueu Teixeira (PT), líder da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio, disse que os morros da Baiana e do Adeus, que compõe o Alemão, não estavam incluídos na área de atuação das Forças de Pacificação.

É muito espaço para pouco preparo!

Despreparo tático e cívico de militares. Não tem efetivo pacificador suficiente. Então, deslocam as Forças Armadas que são uma força letal de ocupação e eliminação de inimigos. Ok. Quando bandidos atacam de quatro lugares  diferentes para impedir que o Estado domine, são um mal necessário. Auxiliam na tomada de objetivos.

Mas qual é esse objetivo? Instalar peneiras que tampem o sol? Hoje dominam a Grota, hasteiam bandeira e amanhã? Qual a outra comunidade do Complexo do Alemão que vai explodir e colocar a todos nós em risco? Essas tropas estão indo para onde? Preparar terreno para mais uma propaganda enganosa dos governantes?

O Estado deve investir em ocupações sociais e não nas substituições de comandos por outros comandos, onde um sabe menos que o outro e colocam em maior risco a vida dos cidadãos de bem que moram ou que são obrigados a passar pelas áreas de conflito, como é o caso da minha família.

E teve gente que acreditou que estávamos com a faca e o queijo na mão. Pode até ser. Mas definitivamente não sabemos qual o lado afiado da faca. Ou ao menos, acredito que ficou comprovado que o Complexo do Alemão é infinitamente mais complexo que uma comunidade isolada numa ponta da cidade.

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Cobrança. Trabalho. Fim do jeitinho

O brasileiro é conhecido pelo jeitinho, né?! Pois é. Foram dar jeito no bondinho de Santa Teresa e deu no que deu: cinco mortos e mais de 50 feridos. Deram jeitinhos também pelos bueiros da cidade… Melhor evitar passar por perto de um. Vai que você explode junto com ele?!

Não tem mais como remendar. Precisamos de investimentos em infraestrutura: estradas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, ciclovias, bondinhos, charretes… Tecnologia, escola, saúde, legislação. É mais ou menos como a música dos Titãs: tem que ser tudo ao mesmo tempo agora. Não tem mais o que priorizar. Nossos impostos têm que aparecer e, dessa vez, em benefício dos cidadãos. Nada mais de cuecas, malas, mensalões.

O sentido é de urgência. O povo tem que se revoltar com o mesmo ardor, obsessão e obstinação que teriam se o Flamengo fosse rebaixado num campeonato qualquer desses da vida. É sim. Mais eufórico e focado que no jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Ou vão dizer que não seria mais ardoroso, mobilizador?

Temos que parar de acreditar nessas lorotas que o Brasil está virando superpotência com ares até de cidades de pais desenvolvido que pode sediar eventos internacionais. Vai voar estrangeiro no bueiro de novo. Vai desabar gringo de bondinho. De novo. Com a diferença é de que vai ter muito mais números para aumentar as estatísticas da vergonha. Eu ruborizo só de pensar.

A mediocridade do eterno jeitinho está longe de virar competitividade. É só olhar pela tua janela. Mas não abre muito. Não se investe em segurança por aqui. Pode ser que você seja atingido por qualquer coisa perdida. Por aqui, até estrela cadente pode ser motivo de tragédia. É soprar, soprar, pra derrubar, derrubar.

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Adeus, FefeFonfon II

Dizem os jornais que a ação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha trouxe alívio aos cariocas, que além da sensação de paz, tiveram  o número de roubos de veículos diminuídos em 63% neste período.

Bom, a estatística fala em roubo. Talvez não tenha averiguado o caso de furtos e, por isso, faltem ações nesse sentido. Simplesmente, eu que sempre vou na contramão das estatísticas, acabo de ter o meu carro furtado, bem na Urca (o m² mais caro do Rio de Janeiro).

Sim. Tenho certeza que foi furto. Liguei mais de 15 vezes para o pátio da prefeitura nas últimas 24 horas, porque nesse momento, ter sido vítima do Choque de Ordem do Eduardo Paes, ainda é menos pior que ser vítima de 500 anos de abandono do Brasil.

Sim. Liguei imediatamente para o 190. Também prestei queixa na delegacia.

Sim. Fiz estardalhaço na imprensa. Chamei os colegas do rádio, pedi para que dessem a placa de hora em hora.

Sim. Falei no Twitter, Facebook, Orkut, estou divulgando nos dois blogs (coisa que não fazemos habitualmente). Divulguei o que pude.

Não. Não tinha seguro. A tranca que tinha pelo visto não funcionou.

Sim. Estou desesperada. Fui parar no hospital com crise de pressão alta, fiz um quadro de isquemia, quase morri, embora…

Sim. Esteja dando graças a Deus porque vão os anéis e ficam os dedos e eu não morri nas mãos de um bandido sanguinolento que queria meu carro a qualquer preço.

Mas ainda assim dói. Tive um carro financiado em 60 meses. Por cinco anos ele foi meu companheiro de baladas, de supermercados. Eu suei, chorei para ter um único patrimônio que, infelizmente não estava na estatística de segurança desse governo de merda que a Globo insiste em enaltecer. Desculpe os mais crédulos, mas eu acredito no que vejo. E não vejo segurança no subúrbio, na Penha, tampouco na Zona Sul, onde um carro é furtado com uma cabine da PM, que nunca vê nada, em frente.

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Vamos recomeçar. Não esquecer.

O Globo, Domingo, 11/04 (p.16) – Coluna Hélio Gaspari – DINHEIRO, HÁ! O prefeito Eduardo Paes pediu R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira… Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$ 120 milhões que separou para gastar em publicidade. Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$ 150 milhões do ervanário de R$ 180 milhões que pretende encharcar em propaganda. Secaria a praça e sobrariam R$ 30 milhões.

Essa é para pensarem a próxima vez que ficarem presos em alguma enchente no Rio. Porque sim, ficaremos.

E antes que alguém encha a boca pra dizer que deveria ter um órgão para fiscalizar esse tipo de gasto, vamos lembrar que, o que mais temos hoje são secretarias e órgãos… Todos inúteis. Só servem para aumentar a burocracia e o jogo de empurra em respostas que deveriam ser práticas, simples e diretas.

Não tem que gerar nova  teta pra algum outro corrupto mamar. Nós é que temos que cobrar com o mesmo fôlego que temos para chorar nossos mortos, quando a negligência dos nossos governantes soterra nossos parentes ou fecha as portas dos órgãos de saúde quando estamos em emergência.

Por muito menos, na China o povo coloca tanques de guerra na rua. Ou indo mais perto a Argentina, que vivemos criticando, faz panelaço na frente dos prédios dos órgãos públicos. Nós como cidadãos é que temos que cobrar, perturbar, fazer valer o nosso dinheiro (e direitos).

Acorda ai galera, antes que a próxima vítima seja um de nós.

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É nois de banda larga

 

Sabem qual foi a notícia do dia? O Governo do Estado inaugurou um serviço de internet gratuita em toda a Avenida Brasil. Isso aí, instalaram 163 antenas de recepção em toda a via. Os brinquedinhos custaram à população algo em torno de R$4,5 milhões.

A inauguração, claro, foi na parte mais segura da Avenida, em frente a Fiocruz, em Manguinhos. Afinal o Sérgio Cabral e o excelentíssimo secretário estadual da ciência e da tecnologia, não iam arriscar fazer festa onde tem wi-fi, mas não tem segurança.

Imaginem um tiroteio na hora do discurso? Depois quem ia acreditar quando o governador enfiasse a cara na TV pra dizer que os problemas de segurança no Rio são casos isolados? Ah, coisa de vândalo, né governador?

Voltando a rede… Se beneficiar do serviço é muito fácil. Basta ter um laptop equipado com placa de rede sem fio ou um celular com tecnologia Wi-Fi. Coisinhas que as Casas Bahia vendem fácil em prestações de 18 vezes sem juros.

Certamente a garotada toda que brinca naquela vala suja de Manguinhos, vai ganhar um agrado desse no natal. Vão até poder tirar segunda via das contas de consumo que seus pais nem tem, porque nunca providenciaram ali a formalização do consumo, se é que me entendem.

Enfim, esse milagre tecnológico, já funciona no Morro Dona Marta, em Botafogo (onde o mesmo Cabral acabou com tráfico de drogas), a Cidade de Deus , em Jacarepaguá e outros seis municípios da Baixada Fluminense.

Os PAMs não têm mais emergência, porque elas passaram a ser no UPA, que não tem médicos (contei isso aqui recentemente). As comunidades carentes que receberam esse investimento substancial em serviço de internet sem fio, não têm onde se consultar quando passam mal, mas isso… Deus há de ajudar, né Cabral?

Melhor é investir mesmo em tecnologia. E os palhaços aqui… Bom, eu vou ali em Bonsucesso publicar esse post e já volto.

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