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Dos males o menor

Todo mundo sabe que ando doida para “pular fora do barco profissional” em que me enfiei. Falta desafio na área que escolhi atuar, falta possibilidade de crescimento, falta reconhecimento financeiro, excede as múltiplas funções e com elas os inúmeros problemas. Mas, então, me pego pensando: pelo menos é perto de casa.

Me lembro do breve período na Target e o grande dilema que era: encaro 1 hora de completa apnéia no Metrô Rio ou encaro 2 horas de trânsito dentro de um ônibus que passeia por todas as favelas do Rio de Janeiro?! O trajeto me cansava muito mais que o trabalho em si, que sim, era cheio de desafios dentro da área que estudei (muito) para atuar.

Gente, em qualquer lugar do mundo, levar 30 minutos no percurso de casa para o Centro é algo bem razoável. Para nós também seria. O caso é que levamos o quádruplo do tempo para esse deslocamento em meios de transportes coletivos altamente sucateados. O descaso e a incompetência de sucessivos governos, a tradição de se beneficiar ou quando muito, pensar apenas na parcela mais rica da população, torna a vida muito mais difícil!

Fico olhando na TV toda hora as notícias de que a Supervia parou, que houve confusão… Peraí… Um caminho sem engarrafamento num meio de transporte que não faz fumaça, que não aumenta a poluição seria o ideal para nós, que moramos no subúrbio do Rio. Qual o quê! É só paralização forçada das máquinas. É Metrô entupido de gente e sem ar condicionado.  São ônibus numa escassez que chega a dar medo. São guerras de transportes alternativos, que também trafegam muito acima da capacidade dos veículos.

Tudo bem, sou privilegiada, tenho um carro na garagem. Mas ai vem o Prefeito Eduardo Paes com o Choque de Ordem rebocando tudo e, sem dizer aos motoristas onde há parqueamento possível e acessível para o cidadão estacionar. Sem contar que a gasolina, meus caros, é incompatível ao salário que eu ganho. Preferiria mesmo que o bom e velho Vale Transporte funcionasse em meios de locomoção dignos.

A grande maioria da população dos países desenvolvidos usa transporte público. E não é porque são públicos que são o lixo que temos aqui.  A inexistência de um bom sistema de transporte de massa colaborou para a degradação dos subúrbios, para o adensamento de áreas centrais e até para a favelização — morar perto do trabalho virou essencial.

Então, se não for para ganhar muito mais do que ganho, para sofrer dentro de um metrô novamente, eu vou ficando por aqui mesmo. Uma acomodação até que o mercado de trabalho acorde para o meu talento e mude minha sorte.

Atenção: Eu continuo procurando. Apesar de reclamar, não sou dessas que só reclama. Levanto e vou a luta pelo que quero. Mas encontrando 6 por meia dúzia, entôo o mantra “morar perto do trabalho é essencial” e vou optando ao menos por esse luxozinho, afinal, qualidade de vida também faz diferença no final. Ou não?!

Talvez os grandes eventos esportivos tragam mesmo esse legado de transportes públicos melhores. Eu só acredito vendo (e torcendo). Acredito que este é o mínimo que o governo poderia nos agraciar.

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Metrô pra que te quero

Passado quase uma semana, posso falar com mais tranquilidade, que mais uma vez fui vítima do Metrô Rio, no último dia 21.

Imaginem que, depois de meses de xaveco resolvo sair pra um almoço executivo (Se é que me entendem). Pego o Metrô na estação em Acari, desço em Del Castilho, para encontrar o bofe escândalo. Uma hora e pouquinha de pura degustação e quando chego de volta a Estação… FECHADA.

Faltou luz, caros leitores! SIM o nosso transporte elétrico não tem gerador… Ou sabe-se lá o que aconteceu, porque ninguém explica.

Que jeito? Volto correndo até o ponto de ônibus mais próximo (só tinha levado RioCard, afinal de contas, o tal trajeto levaria 15 minutos – como foi na ida – se pudesse contar com o Metrô Rio), passam DOIS coletivos que me serviriam por fora, fico VINTE MINUTOS ESPERANDO uma nova oportunidade equando embarco: ENGARRAFAMENTO.

 De Del Castilho a Acari, tudo parado. Por quê? Senão tem Metrô, se o transporte regular deixam a pé os trabalhadores, as Vans e Kombis irregulares e caindo aos pedaços ganham as ruas… Ou então, quem tem o privilégio de ter um carro, claro, não fará como eu e contar com o ineficiente (porque não dizer vergonhoso) transporte público. Conclusão? Eu lá parada, suando frio…

Não tinha avisado que me demoraria tanto na rua. Nem esperava por isso… Passo um rádio pra chefe de gabinete or not? Que história vou inventar???

Duas horas e quarenta minutos depois consigo desembarcar. E o que posso dizer? Que o Ministério Público quer explicações sobre esse apagão? Que ótimo! Eu também, mocinhos!

Mas vamos combinar? Se você é como eu, vigiada por Murphy, 24h por dia, 7 dias na semana, sem trégua ou cochilo… Não repita isso em seu horário de expediente. Eu mesma não sei porque ainda me aventuro! E só porque não perdi meu emprego e entre mortos, feridos e não iluminados salvaram-se todos… Podem rir a vontade de mais essa tragédia da vida real.

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Caos no Transporte Público

Não basta viver com o dinheiro contado, porque seus pais e você investiram pesado em educação e cultura e o mercado não paga o justo. Ainda temos que ser privados de saúde e transporte público. No Rio de Janeiro (a cidade que vai receber Copa e Olimpíadas, sabem?), ainda não deram conta de atender a população com serviços essenciais. E, nessa prova diária de resistência, não ganharei R$1,5 milhões ao final do desafio e ainda perdi meu sapato.

Quer saber como? Leiam hoje, Mulheres à la carte.  Porque, né, depois de um stress desses, só passando o dia no blog de praia.

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Hora de Boicotar o Metrô Rio

Fonte: O Globo online

Lá fui eu fazer exame admissional no Centro da Cidade, achando que nada poderia abalar a felicidade de encontrar, finalmente, um emprego na minha área. Pois o maldito Metrô, tinha que me provar o contrário:

Não estava respeitando o tempo habitual entre as composições (esperei bem mais de cinco minutos na estação) e, o caos, nem tinha começado! Para variar o vagão estava espremido feito lata de sardinha, e ainda trazia o agravante da falta de ar condicionado.

Não é mole, não ser proletário nessa cidade!

Imaginem a superlotação habitual, mas sem nenhuma ventilação? O suor rolava do meu rosto e molhava meu cabelo, como nem a ducha de casa é capaz de fazer. As roupas foram grudando no corpo, eu tentava levantar a cabeça pra respirar e não vinha o ar. Por todo lado, a mesma situação. Fiquei sem saber se havia pago por transporte ou pra fazer sauna coletiva sem eucalipto.

Experimentei de perto a sensação dos judeus no holocausto. Acho que todo mundo lembra que uma das formas de matança era colocar os prisioneiros em um ônibus sem janela e virar para dentro do veículo a liberação do Gás Carbônico. Morte lenta e sofrida. Sofrimento é bem o que define a interminável viagem.

Sim, porque se as composições estavam demorando mais que o normal, não era só por falta de trens, mas porque o metrô estava trafegando em velocidade mais baixa que o normal, por problemas técnicos na estação Central, conforme publicado em O Globo On Line.

É. Sempre tem um motivo pros coitadinhos sacrificarem o povo.

E é com esse ar “coitadinho” que a concessionária Metrô Rio, informa que está ciente dos problemas e informa que está investindo R$ 1,15 bilhão em melhorias para o sistema como um todo. Como eu não acredito em papai Noel…  Gostaria de lembrar que pela internet está sendo articulado um boicote de um dia inteiro: Ninguém viaja de metrô na segunda-feira, 30/11, em protesto.

Sempre que dói no bolso, a resposta aparece.

Por isso, quem usa o metrô, não fure a mobilização. Um dia que se acorde mais cedo, que se use o ônibus ou se ande mais um pouco pode transformar a vida de todo cidadão para melhor. Além disso, esse tipo de protesto organizado é muito mais eficaz do que o quebra-quebra que aconteceu recentemente na SuperVia. #ficadica

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