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Teatro: O submarino

Baseada na máxima “casamento é igual submarino, até flutua, mas foi feito pra afundar” a peça encanta, embora coloquem nós mulheres em cheque:  Cesar (Marcius Melhem) e Rita (Luciana Braga) se amam, mas não conseguem ficar juntos, graças aos altos e baixos daquela que não vive, mas sonha em viver.

Sabe essa sensação de “estou casada e perdendo o mundo lá fora”? A Rita demonstra muito disso. Não que seja exclusividade do universo feminino este sentimento, muitos homens também não sabem amar (e como tem!), mas no palco há demonstração de que esses altos e baixos são muito mais por conta da inconstância feminina: Homem não se separa. O César, então, se apresenta muito disposto a perdoar e se adaptar as esquisitices da mulher.

De toda forma, é a segunda vez que um texto do Miguel Falabella me toca (talvez porque tenha visto A Partilha e O Submarino em momentos de partilha e afundamento, gerando uma reflexão mais profunda). Muito diferente dos pastelões que ele faz para TV, no teatro, é sensibilidade a  flor da pele e uma graça que em nada beira o ridículo, ao contrário, é muito senso de observação da vida. Desta vez, a peça tem também a mão da Maria Carmem Barbosa, palmas para os dois.

Não vi a primeira versão com o próprio Falabella e a Zezé Polessa, mas a sintonia do Marcius com a Luciana está finíssima. Ele faz graça, improvisa e desmonta a atriz que ri junto com a plateia, mas que se recompõe muito rapidamente e corre atrás dele. Impossível não se apaixonar com a dupla, torcer pelos personagens , porque há muito romance também. E como a gente não acha isso toda hora por ai: é de se cruzar os dedinhos pelo amor. E ele vence. Ou pelo menos fica no ar no último ato.

O espetáculo anda navegando pelo Peixe Urbano. Vale muito a pena ficar de olho.  Mas se você pode ir independente de promoção, eles estão no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea.

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Voce já fez seu biquinho hoje?

Gente, quando eu comecei esse espaço era para ser o cantinho do mal humor e do desabafo, quem acompanhou sabe. Mas, o post a seguir não tem nada a ver com ira, birrinha ou TPM. É que dia 13 de abril é comemorado o dia do beijo, acreditam?

Não se sabe que brilhante mente foi responsável por conceber a data e que motivação teve para isso, mas acreditem: O dia do beijo está nas páginas dos principais jornais cariocas e, tem até versão online para as matérias.

bjo

Para mim, beijo não tem hora (que dirá dia): beijo meu namorado, sempre que possível, beijo meu filho, beijo minha mãe, beijo meus amigos, beijo minha irmã, beijo até minha sogra. Beijo, beijo, beijo mesmo! Diga-se de passagem, está cientificamente provado que beijar pode até combater a depressão, porque o contato permite a liberação de endorfinas no cérebro, substância que é responsável pelas sensações de prazer, como de atividades físicas, por exemplo.

E tem mais, os hipocondríacos de plantão, também podem ficar sossegados: a troca de saliva que acontece naquele beijo na boca de “desentupir pia”, libera bactérias totalmente inofensivas à saúde.

Então, gente, não posso afirmar se a data é real ou não (afinal nem o pai da criação cobrou sua patente),  mas como diz o brilhante Miguel Falabella: “O importante é beijar na boca e ser feliz.” Vamos levantar da frente do PC e comemorar!? 

 Aliás, espero que ano que vem o prefeito decrete feriado municipal, para o povo viver melhor o 13 de abril. Fica a idéia.

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