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Bem Vindo ao Novo

Devo começar minha retrospectiva lamentando não ter sido “blogueira” no ano que se encerra. Algumas vezes quis vir contar ao mundo minhas irritações, mas acabava sendo vencida por uma preguiça digital-existencial-filosófica e deixava para depois, até que nunca chegou.  Lamento não mais pela pouca dedicação ao sonho de ser lida, mas porque tenho a memória curta e, muitas vezes, consulto memórias aqui deixadas como quem olha fotografias antigas. Paciência! O tempo não para, como diz o poeta e muito se perdeu.

Em 31 de dezembro do ano passado contei de um certo desentendimento com uma chefe, por ter me afeiçoado a quem era seu desafeto, e “dei de ombros” para aquela situação, afinal, ela não poderia mudar nada na minha vida. Vida! Que grande roda gigante é esse brinquedo. Depois que pedi demissão para assumir um emprego que não existia, tomei um prejuízo danado em rescisão contratual, implorei meu emprego de volta e retornei ganhando a mesma coisa e sem qualquer respeito profissional (que era o que mais almejava quando pensei em partir pra outra), em julho, meu telefone toca e… Adivinhem? Era a minha ex-atual chefe. Como se nada tivesse acontecido, ela me convidou para assumir também a Comunicação do hospital que agora ela dirige, melhorou meu salário e, se não somos as melhores amigas (sequer de Facebook) me senti muito valorizada em ser lembrada, convidada, ouvida profissionalmente, apesar das divergências pessoais do passado.  Nada mal para quem terminou o ano passado com a cabeça na guilhotina do mercado de trabalho.

Aliás, posso dizer que 2014 foi um ano próspero: recebemos algum dinheiro que estava retido por ai, nas mãos da justiça e  isso virou um pezinho de meia para, quem sabe um dia, conseguimos resolver a compra de uma casinha onde a gente não tenha que dividir com outros herdeiros barulhentos, viciados e sem noção.

Consegui dar presente de natal pra família toda, com filho em destaque, claro, sem que eu precisasse de rateio com ninguém. Fico tão feliz quando me sinto capaz de produzir!

Minha afilhada fez um ano, foi uma festa sonhada, planejada, cara e suada que valeu a pena. Ela certamente não vai se lembrar, mas foi uma realização pessoal poder contribuir com este momento. Falando nisso, esse ano levamos o maior susto: por erro médico, a menina que tinha apenas uma gripe quase foi medicada como Meningite no Hospital Memorial Fuad Chidid. Noite de tensão que acabou com um “sinto muito” da médica. Esse merecia um post “Fê da Vida”, se eu não estivesse tão emudecida.

Gustavo acabou o Ensino Fundamental, fez concursos para escolas públicas do Ensino Médio, mas com todo aquele empenho que lhe é peculiar somado a esse sistema de cotas excludente das camadas da população que ralam pra educar com qualidade seus filhos, não deu em nada.  Próximo ano é fazer pesquisas escolares e torcer para que os bons ventos profissionais continuem soprando para que eu possa custear essa nova etapa da sua vida.

Quanto ao coração… Antes motivo de uma leve vibração, alvo de brigas e chororô, como sempre era coisa da minha imaginação fértil que enxerga amor em terreno de desilusão. Tudo como antes. Não era pra ser. Que venha o ano novo!

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Grande Semana

Entramos na última semana do ano. Já notaram como é grande essa semana? Vai de hoje, segunda 24, até a quarta-feira de cinzas com direito à famosa “esticada” até domingo.

Momento de arrebentar no vinho da ceia, cruzar o Réveillon de Sidra Cereser pelo gargalo, encarar o verão com latinhas no isopor pra depois desabar entre energéticos num bloco de rua. Alguns usam essas datas para justificar suas gafes pavorosas:

Cantam a secretária na entrega do amigo oculto, beijam a cunhada na boca em plena queima dos fogos e, saem do armário no Baile das Piranhas do bairro. Depois, com a máscara do Joaquim Barbosa, passam o resto do ano batendo o martelo em questões diversas. Enquanto a voz no incosciente repete: — Nunca mais! A-ham. Nunca até o próximo “semanão”.

Tudo bem, se o mundo não acabou, vamos às festas. Rotina que segue. Eu, no entanto, entro em síndrome do pânico até o ano recomeçar. Esse tumulto todo, me causa um certo sufocamento. O trânsito para, não se consegue mais circular nas cidades; O movimento das ruas ganha ares de arrastão; O índice de assalto, diga o que quiserem as estatísticas, aumenta a olhos vistos, os preços de tudo sobe, como se realmente fosse o fim do mundo. Toda diversão parece oca, como se a catástrofe tivesse anunciada.

Será, talvez, que seja porque dezembro é meu inferno astral? Pode até ser, senhores exotéricos, mas na minha opinião, o motivo deste sufocamento é porque prefiro meus pés no chão, longe de trenós que voam. E neste imenso feriado, nunca me veio descanso, bem ao contrário. Estou de volta a minha ostra. E para vocês que aproveitem: Ho Ho Ho, Feliz Ano Novo, Ala la ô!

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O difícil mundo das mães

Estamos chegando a mais um Natal, como o mundo está acelerado, acho que minhas reflexões de fim de ano também já abriu sua temporada, talvez, porque mais uma vez tenho que me perguntar o que dar ao meu filho de presente (na verdade, por duas vezes, já que ele faz aniversário logo no início do ano também). Não tanto pelo objeto em si, mas por vê-lo amadurecido precocemente, falando de tecnologia como um especialista do “TechTudo” e outros assuntos que não condizem com a sua idade.

Nos anos 90, quando tinha sua idade, ainda estava mais pra uma moleca, descalça, jogando queimado na rua. O cabelo em rabo de cavalo, muito pouco preocupada com a ostentação de poder ou não jogar alguma coisa graças a potência do seu aparelho de informática. Aliás, informática aqui em casa, nem existia. Era um Atari e olha lá.

Quando ele era pequeno, ofereci muitos lápis de cor, guaches, canetinhas, massinhas de modelar… Ele adorava esse kit. E tinha uma imaginação muito boa em seus rabiscos.  Mas ai, um dia, tive a infelicidade de mostra-lo como se desenhava no Paint e de repente, ele largou a papelada pra brincar exclusivamente com a máquina.

Hoje, para levá-lo ao cinema, é quase uma batalha travada em casa. Não o vejo envolvido com atividades compatíveis com a sua idade. Ou será que não existe mais jogar bola? Queimado? Arrebentar o joelho?! Me preocupa.

Mas ai, vem as notícias do Crack: Mulheres, jovens envolvidos nessa terrível realidade, ainda sem cura. E o meu menino protegido aqui em casa. Pedindo pra eu brincar de Minecraft com ele. Não tenho a menor destreza pra andar com o personagem ou montar qualquer coisa, o meu máximo de potencial pro jogo é AngryBirds, no celular, mas sento ao seu lado e percebo que apesar de se movimentar pouco, ele está bem protegido no seu mundinho onde posso olhar. E é quando penso: será que errei tanto?

Será que seria melhor pra ele, aos 12 anos, estar experimentando esse mundo precocemente do avesso, onde meninas dão a luz nesta idade? Onde outros tantos estão experimentando a primeira pedra de Crack? Será que a educação que eu deveria dar é essa de sair de casa a meia noite, pro baile não sei das quantas?

Será que eu sou tão ruim como mãe que não achei o meio termo do Admirável Mundo Novo para oferecer ao meu filho?! Só sei que não gostaria que esta fase da vida dele passasse em branco e, infelizmente, não sei se minhas escolhas foram válidas para a formação da sua personalidade. Me sinto perdida…

Reconheço que ele precisa de atualização constante pras tecnologias, porque este é o mundo que vamos deixar para esta geração, mas ainda assim, gostaria de vê-lo novamente pintando um papel… Ou coisa que o valha. E não sei onde estão esses amigos que pudesse compartilhar isso com ele e como inserir essas atividades lúdicas, digamos assim, nesta rotina já tão virtual dele.

E tudo isso só porque preciso de um presente de natal.

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Enquanto isso em Acari

Salve-se quem puder!
Porque nesta época o momento é de reflexão

Após cinco dias de árduo trabalho, saiu à festa de final de ano. O objetivo do evento era a confraternização dos colaboradores: distribuição de brindes e quitutes como pretexto de um “muito obrigado”. Pensamos errado! Um cacho de bananas para cada um e a solução estava resolvida com muito menos cansaço.

Há quem tenha reparado ao menos no laço que ornava a mesa. Afinal, deram-se ao trabalho de saquear inclusive isso. Fica a dica que no Mercadão de Madureira, o mimo não custa mais de dois Reais.

No próximo ano, se ainda houver ânimo para isso, antes de uma recepção com música ambiente (foram gravados 5 CDs, mas não tocou mais de 5 faixas antes que toda comida fosse posta dentro dos gorrinhos natalinos e o evento desse por encerrado), a Direção Geral promete doar um curso de “como sobreviver a festa de final de ano”. Apenas para garantir que entre famintos e “vergonha alheia” salvem-se todos.

Dizem que quem não tem o coração forte, teve pesadelos a noite ( o/).

Eu teria votado na distribuição de Tender, mas diante de tamanha esganação, fiquei tomada do espírito do Natal (e olha que ele demorou a chegar), na certeza que essas pessoas que não teriam uma rabanada em casa para comer, agora podem abrir seus gorrinhos na Noite Feliz.

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Fazer o bem

Desculpem! A impossibilidade de solucionar o caso “pagamento da moto X presente do filho” está me deixando realmente amargurada. Se você não está a fim de ler, clica no alto da tela e fecha a página. Faça esse favor por nós, sobretudo os ultraotimistas que não comentam nunca por aqui, mas vão ser tomados de um súbito impulso de dizer:

“Fica calma. Você é boa e as coisas vão melhorar…”

Sabem de uma coisa? De todas as leituras que já fiz na Bíblia (esse livro idolatrado que vocês adoram esfregar na cara da gente, sem nem entende-lo ou praticá-lo) a passagem que mais me marcou foi Provérbios 3, que diz: “Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê-lo”.

Isso põe abaixo aquela tua frasesinha pronta “Se Deus quiser ele vai te abençoar”. Porque está na tua mão fazer o bem, meus caros. Do céu mesmo cai é muita chuva, granizo ou neve, quiçá. Benfeitorias é fruto do teu trabalho.

Na época de faculdade uma colega de classe estava passando por problema de desemprego, tinha um filho ainda pequeno pra sustentar e estava prestes a perder um período inteiro por falta de grana. Eu não dispunha do dinheiro que ela precisava. Mas não abri minha boca pra dizer “não posso fazer nada”. Até porque ela apenas me procurou pra chorar, não pra pedir nada. A grande maioria ali tinha problemas financeiros, estava fazendo esforço para ir em busca de um futuro melhor. Ela sabia disso.

O que eu pensei? Sozinha não posso pagar. Mas se cada professor, cada colega me der R$10,00, todos juntos poderemos mudar essa história. E assim eu fiz. Pedi por ela. Juntei tudo em um envelope e entreguei o dinheiro completo da dívida dela, no mês seguinte, quando haveria a renovação de matrícula e quando também, era aniversário dela.

Em outra ocasião, uma coleguinha de escola do meu filho, que nasceu com câncer, viu seus pais perderem o emprego e a família estava prestes a ser despejada por colecionarem 3 aluguéis em atraso. Embora muito sensibilizada, eu não tinha como ajudar aquela família, que era batalhadora e amorosa com sua filha que praticamente foi criada dentro do INCA. Eu não tinha, mas o site Vakinha, me mostrou muitos internautas que podiam. Fiz campanha pela rede. Gente estranha depositou R$50,00 naquela história que nem presenciaram, apenas confiando na minha palavra. No mês seguinte, pagamos juntos um aluguel; A vida deles não estava estabilizada, mas ao menos o despejo ainda não seria tão já. E não foi. O pai acabou conseguindo um novo emprego e a vida seguiu sem maiores tragédias.

No trabalho, um rapaz que é deficiente físico viu sua cadeira de rodas quebrada, ficou incapacitado de exercer sua profissão, porque não havia mais conserto para o aparelho. Eu não podia ajuda-lo. Mas começou a movimentação para fazer uma vaquinha. Tínhamos que arrecadar R$2,000 para dar a ele uma nova cadeira resistente. Um médico, que trabalha a frente de uma ONG viu a movimentação e disse: “Pode parar com a lista, eu vou dar a cadeira que ele precisa”. E assim o fez. O dinheiro já arrecadado entregamos ao rapaz para que ele guardasse porque esses aparelhos têm vida útil e ele, que não tem pernas, invariavelmente vai precisar de renovar o equipamento cedo ou tarde.

Sem contar outras histórias… A mais recente, foi entrar em uma enfermaria da maternidade e ver que uma mãe tinha um bebê enrolado no lençol. Ela não tinha nada para vestir o filho. Sai pedindo a todo mundo que conheço que tem bebê algumas coisas para doação e cheguei lá, no dia seguinte, com um enxoval completo para a criança. A mãe me abraçou e chorou como se fosse ela a criança.

Não espero da colega de faculdade, da família que ajudei ou do rapaz deficiente que tomem atitude parecida por mim neste momento difícil. Porque era minha obrigação fazer o bem. No entanto, se a gente colhe o que planta… Por onde anda o meu anjo salvador?

Tudo bem. Um computador de presente de natal a um filho pode ser supérfluo olhando de fora, pra mim é um sonho que não posso realizar a pessoa mais importante da minha vida. Cuidei de tanta gente e não posso cuidar do meu…

O meu carro estava a serviço da empresa no momento do acidente (pode gritar burra na minha cara), será que a alta direção não vê isso? Que não me repassem o valor integral, mas que ao menos garantissem o presente de natal do meu rebento… Seria o justo. E a revolta de saber que não vou recebe-lo me torna hoje um ser humano pior, arrependido de tantas vezes não ter encerrado os casos como todo mundo:

Deus vai te ajudar, fiquem calmos…

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HO HO HO

FÊ-LIZ NATAL PARA TODO

 MUNDO! 🙂

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