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Sei lá. Entendem?

Não ando com vontade de falar nada. Claro que continuo vendo as coisas desse Brasil e me revoltando com 82% dos descasos, desmandos, desserviços, etc. Mas é que não tenho mais aquela válvula motora de sair “dando uma voadora”. É como se eu tivesse desistido de ser o papagaio que apaga sozinho o fogo da floresta.

Outro dia mesmo o povo estava efervescente, indo para as ruas… Só que foram lá para vandalizar, escandalizar, se perderam do objetivo. Muita gente diz que é golpe político, gente infiltrada, que seja, mas se o objetivo fosse claro, se o ideal fosse honesto, não  teria como contaminar a massa. Foi tudo se amainando e hoje ninguém mais se lembra daqueles centavos da passagem e, quando se reúnem é pra quebrar vitrine de loja.

Não sei bem se o recado foi dado. Se o povo realmente aprendeu como se faz. Ou se nos enfiaram goela abaixo mais uma vez o jeitinho de transformar tudo em pizza sabor amargo.

Preferi me alienar. Estou meio afastada das notícias, a não ser aquelas que me obrigo a saber até pelo meu trabalho, mas que não fariam diferença ao blog (embora muitas delas também me deixem Fê da vida). Como quem não lê, não escreve…

Acho que também estou afastada de mim: estudei jornalismo para me admirar com o novo, criticar o falso, estar a serviço do social, mas não é assim que nada acontece. O sistema é foda, como diria o Capitão Nascimento. Ele prende e sufoca. Não há nada que eu possa dizer de relevante.  Eu só ando pensando: Será que realmente em algum momento a vida vai melhorar?

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Não venha a nós porque meu reino ruiu

Não queiram saber o que é trabalhar em uma instituição pública em época de eleição. Quer dizer, em geral, há sempre muitos pedidos, de todos os lados para dar uma “forcinha” nisso ou naquilo, mas em época eleitoral é preciso que tudo pareça muito melhor para fins, digamos, democráticos.

Destaco aqui, que no meu caso em particular, os serviços prestados a população tem muita qualidade, os profissionais são capacitados, a estrutura é sólida e, o grande problema está mesmo quando esbarra no que não tange a gestão, mas o macroproblema político social que não podemos resolver, tampouco há esforços reais desses tais “pedintes” em fazê-lo.

Mas é preciso que se mostre o contrário, ao menos nessa época.

Um certo gabinete, de uma certa figura política muito forte do subúrbio do Rio, todos os dias têm pedidos a fazer: neurologia, ginecologia, cardiologia, cirurgia, exame, curativo, Band-Aid, etc, etc, etc. A secretária, sempre muito simpática liga informando que está enviando e, nós, prontamente atendemos, abrindo assim, a exceção de emergência, em uma instituição de tratamento eletivo.

E se estou sendo o elo disso, se eu também sou povo carente de tantos atendimentos que me são de direito, se eu tenho a oportunidade e se quem tem boca vai a Roma… Vou pedir também.

– Minha sobrinha precisa de escola integral, para a filhinha dela com 7 anos. Temos a escola tal lá perto de casa. Pode me encontrar uma vaga?

– Claaaro, Fernandinha. Peça que ela venha aqui com os documentos dela e da criança que vamos resolver isso para você.

– Fernandinha, ligamos pra escola e não tem vagas. Pedi que sua sobrinha voltasse em Outubro, porque ai pro ano que vem…

[Já interrompi daqui]

– Então, mas essa foi a resposta que ela teve, quando procurou a escola, na ocasião da mudança dela para cá. Achei que vocês encontrariam uma vaga apesar disso, já que é exato o que me pedem do hospital, todos os dias praticamente e eu faço por aqui. Desculpa, mas a sua mão não está lavando a minha.

Não dá para ser povo. Não dá nem para ser suborno. Também não dá para ser idealista. Curral eleitoral da certa figuraça que me desculpe, mas a partir de agora, no que depender de mim, que procure o UPA e que a parceria público-privada de lá funcione tão bem quanto a minha. Não sou obrigada! 

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Sem noção e sem juízo

A Câmara dos Deputados vem tomando decisões que desafiam a nossa santa paciência: Neste mês de julho, a verba de gabinete de cada um dos 554 parlamentares subirá de 60 mil para 75 mil reais por mês. Esse dinheiro é usado no pagamento de salários de assessores que ocupam cargos de confiança.

Relembrando os bons e velhos momentos da Rádio Relógio Federal, “você sabia, que cada deputado pode ter até 25 assessores. Você sabia?”

Enfim: verba de gabinete, é a nova despesa com efeito cascata nas contas oficiais, num momento em que a economia mundial pede socorro.

Ah, é! Esqueci. O Brasil não está no Planeta Terra. Toda essa história de “crise” é só uma marolinha.

Enquanto isso, eu morta de cansada, vendo minhas férias e coloco minha saúde em risco porque não recebo sequer gratificação e a escola do meu filho (que sou obrigada a pagar porque o Estado é incapaz de reverter renda e fiscalizar a educação) estão meses atrasadas. Ainda assim, uso o dinheiro das férias pra isso, mas no próximo mês, não sei como vou pagar as contas. Porque o salário não virá, afinal de contas as férias é um salário que recebemos antecipadamente, mas os boletos das despesas fixas mensais, sim. E tem gente que se orgulha de ser brasileiro. Fazer o que?

Como diria minha avó: “Tem gente que gosta dos olhos, outro da remela.”

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Absurdo era deixar como estava

Enfim, estou começando a ver vultos de que o povo brasileiro vem começando a entender o que é Democracia e como se utilizar dela. Está rolando na Web um movimento de caráter apartidário, que atende por “MOVIMENTO ABSURDO“. Descobri esse “pequeno sinal de fumaça” via Facebook, mas acredito que há potencial para encorpar e atingir outras redes sociais.

O movimento começou entre moradores de Nova Friburgo, que depois das enchentes do início do ano, foram esquecidos pela opinião pública e enfrentam desvio de verba do governo federal que deveria estar sendo investida na reconstrução da cidade. A iniciativa já rendeu um bom fruto: influenciaram a composição de uma CPI na Câmara Municipal que vai apurar esse “Triângulo das Bermudas” que toma dos cidadãos a recuperação da sua dignidade.

O fenômeno ainda é local, mas penso que nós podemos nos unir nessa indignação. Hoje levantamos a bandeira da Região Serrana, amanhã pode ser por um objetivo mais amplo que abranja a cobrança de novas leis e mecanismos de controle externo da sociedade. Este é um processo democrático legítimo que pode ser firmado pela minha e pela sua voz. Afinal de contas, esse não é o primeiro desvio, tampouco o último dos absurdos cometido por nossos governantes.

É hora de trabalhar, meu povo! “Denunciar é participar”

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Reflexão: Em 2009 sapatada neles!

Em tempos de fim de ano, vale a pena ler o excelente artigo “Quarenta e quatro, bico largo“, de Maurício Thuswohl, na Agência Carta Maior, afinal de contas, ano novo é tempo de mundaça e, se não vai por bem… Sapata neles!

Abaixo transcrevo uma das sapatadas sugeridas pelo jornalista e que acho importante não esquecer, por tudo que passei este ano com a saúde, ou diria o caos da saúde nacional?!

5) Sapatada na igualmente gananciosa indústria farmacêutica, que prioriza lucros e vendas em detrimento da busca por soluções concretas para doenças e epidemias que devastam a humanidade. Esta sapatada é dada também pelos familiares dos milhões de africanos que, abandonados à própria sorte, já sucumbiram por falta de tratamento adequado a doenças como a Aids, entre outras.

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