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Na Tela da TV

E já que o “Esquenta” tem mesmo que ser divido em temporadas acabei elegendo o meu novo queridinho, na TV Globo: Louco por elas.

Eduardo Moscovis, acostumado a viver galãs românticos (como o Rafael, de Alma Gêmea, 2005) e machões malvados (o Naldo, de Senhora do Destino, 2004), surpreendeu com a fragilidade e doçura que emprestou para Léo. Muito provavelmente porque o texto é uma preciosidade, que a cada semana consegue a façanha de fazer rir sem precisar apelar para o pastelão. E isso é bastante raro, ultimamente… Aliás, ele mexe com a sensibilidade mostrando laços indissolúveis de família, seja de que maneira ela se apresente. Vamos combinar? O modelo papai, mamãe filhinhos, não faz muito mais parte do nosso cenário real há muito tempo.

Durante as chamadas que antecediam a estreia, eu que tenho a mente suja, achei que tratava-se de um sujeito galinha, um solteirão que ia tratar as mulheres como objetos e fazer aquelas piadinhas infames e batidas sobre a histeria feminina, ou coisas do tipo. Que nada! Léo é o grande banana, que baba pelas mulheres da sua vida. Cada um com seu amor diferente: pai, apaixonado, neto…

Para quem ainda não teve o prazer de assistir, trata-se de  um quarentão separado que mora com a vovó matusquela (vivida por Glória Menezes, que já vem experimentando esse modelo nos palcos, com sucesso, na pele de Maude, na peça Ensina-me a Viver), a filha pequena, mas intelectualmente precoce, e a enteada adolescente e debochada,  que Léo herdou do primeiro relacionamento de sua ex-esposa, que nunca conseguiu se desligar totalmente dessa família.

Complicado, né?! Mas a fórmula deu muito certo e o legado que esse clã muito doido deixou, entre alguns conflitos é claro, foi um profundo e sincero amor que tem sido um prazer acompanhar as terças-feiras na telinha.

Falando em Ensina-me a Viver, a série também é do João Falcão, talvez por isso esbanje graciosidade. Em um dos episódios a parceria vivida no palco por Glória e Arlindo Lopes foi rapidamente revivida, quando a vovó espertinha fugiu de Léo e entrou em uma discoteca. Ela e o jovem desconhecido dançaram abraçadinhos uma música eletrônica e, na sequencia, a cena mostrava apenas o que ela sentia dentro de sua cabeça. Sensível, poético e herdeiro de uma linda parceria iniciada nos palcos do teatro.

Parabéns João Falcão que acerta de novo! Parabéns Rede Globo que está firmando boas parcerias para trazer programas de fino trato a seus telespectadores. Quem continua acompanhando Louco por elas comigo diga eu!

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Malhação com nova identidade

Onde foi que andei que não fiquei Fê da Vida com o apagão da última terça-feira? No escuro, como quase todo mundo da região sudeste do país. E quando, clareou o dia, como todo brasileiro, degustei a pizza de não ter responsáveis (como sempre) pela falta de luz e que o Ministério Público vai apurar causas e responsáveis que não irá punir (como sempre).

Em outras palavras, no Brasil, tudo igual, só que com uma noite no escuro. Não sei nem mais do que reclamar… Então, como todo cidadão que não reclama nada, empurra com a barriga e dorme mal no calor piorado com a falta de energia, no dia seguinte eu fui tratar de entretenimento em grande estilo: na Central Globo de Produção, em Jacarepaguá.

Por lá, tem um gerador próprio de energia. Se fosse confirmado que o caos se arrastaria por três dias, ao menos a minha quarta-feira seria no geladinho do ar condicionado. O escape, claro, não foi premeditado (embora fosse providencial). Alguns dias antes, a Divisão de Relações Externas da emissora, convidou a mim e mais um seleto grupo de blogueiros para conversar com Ricardo Hofstetter (autor da nova temporada de Malhação ID) e os atores Fiuk, Cristiana Peres e Caroline Figueiredo sobre as mudanças da nova temporada da novelinha e a influência das mídias digitais na composição do produto.

Elenco

E o que podemos esperar?

Por um lado, o telespectador vai curtir o resgate dos patins roller e de uma trilha sonora anos 80. Vão conferir também uma geração de cenários 360º com câmeras no ombro, para dar mais mobilidade às cenas. Por outro lado, o público jovem vai ser fisgado pela Comunidade Malhação ID que traz websérie de 3 minutos totalmente improvisada pelos ídolos teen, o espaço Escondidinho que, por enquanto traz uma divulgação para o novo personagem nerd Jpeg, mas que em breve terá a participação de vídeos do público; Dá também para brincar de realidade aumentada, vestindo as camisas da abertura da novela. Entre outras atrações que só clicando para ver.

Ricardo Hofstetter @malhacaoid“Não temos a ilusão de chegar aos 49 pontos que conseguimos com a Vagabanda, em 2004. A concorrência da Internet existe, sim. Por isso, a idéia é usarmos os canais digitais para trazer a galera e, com isso, subir alguns pontinhos de Ibope, isso é possível.”, arrisca o autor.

É possível. E o Fê da Vida desde já aposta nesta TV de vanguarda. Cliquem, experimentem e identifiquem-se. Depois, não esqueçam de me contar. Ah! E pra quem quiser mais conteúdo inédito, pode seguir o Ricardo Hofstetter no twitter: @malhacaoid. #ficadica

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Pedro e o chip

Já repararam como as pessoas adoram falar mal da TV? Em se  tratando de canal aberto então, a conversa chega a ser tediosa:  não passa filmes novos, as reprises são cansativas, no domingo não tem nada para assistir… Aqui em casa, a banda larga me libertou. Eu leio, assisto, pesquiso aquilo que me der na telha. Custei até a descobrir o ET do Panamá. Acho mesmo que fui a última a saber.

PEDROE aí, no meio dessa liberdade para buscar o seu próprio conteúdo (já que a TV não presta), aparece o “Me dá o meu chip, Pedro”. Um vídeo de quase cinco minutos, que basicamente, mostra uma mulher fazendo escândalo na porta, do tal Pedro, de madrugada, para que ele lhe devolva o chip do seu celular; E ao fundo, um cachorro latindo com bravura, enquanto a cena acontece. Nada, além disso. Mas a filmagen, feita de uma câmera amadora, virou piada recorrente da Internet.

Na seqüência, vieram o Funk do Pedro e o vídeo de um grupo de blogueiros, que foram atrás , para conhecer a verdade sobre a história, mas de tão eufóricos, nem deixaram o “entrevistado” falar (a idéia foi boa, mas eles deram uma de Faustão, olha a influência da TV aí de novo). 

Para fechar com chave de ouro, ontem, recebi por email o “Darth Vader querendo o seu chip”, fora as incontáveis piadinhas no Twitter que se seguiram desde que a filmagem caseira virou moda na web.

Agora eu pergunto: “Quem é mais vazio, o “Pedro” ou a Lady Kate? Tudo bem, que o Zorra Total é insuportavelmente repetitivo. As piadas que são boas, com o tempo se desgastam e só o Mauricio Sherman não percebe. Enquanto o Pedro, foi piada de ocasião, que até eu ri, claro.  Mas as pessoas encontram gancho para falar de uma coisa tão banal por dias seguidos, que parece mesmo que gostam do nada que se repete na TV aberta desde que me entendo por gente.

Qual o critério afinal para cair nas graças dos internautas? Hoje em dia é tão corriqueiro fazer um vídeo e postá-lo no Youtube. Se olharmos a grosso modo, o vizinho da briga pelo chip, nada mais fez que filmar uma desavença de casal (se é que eram um casal, já que os blogueiros foram lá e não perguntaram) e jogar na internet.

Eu respondo: tem que ser bobo, mostrar o cotidiano como pastelão, assim como já se fazia na TV aberta, mas seguindo o critério de quanto mais amador melhor (uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça).

E depois, dizem que eu é que reclamo de mais. O mundo é que não é são. Ao menos nesse caso, nunca escondi que assisto novela das 21h, me envolvo com BBB, adoro fofoca de celebridades… Do mesmo jeito que me acabo de rir quando me deparo com esse tipo de liberdade de expressão.  Tem muita gente que só é Cult da boca pra fora.

Obs.: Quem ainda não viu as sequências do Pedro, clique nos links. Principalmente o Funk é divertido.

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