Novembro 9, 2009

Acabou-se o que era doce

Se tem uma coisa injusta na natureza, essa coisa é a paixão.

Reparem bem nos casos que vocês já vivenciaram. O grande problema é que a paixão quando começa a arder, inflama os dois. Mas quando a chama se apaga, geralmente, deixa cinzas de um lado só.

O outro não entende… Cadê o calor que estava aqui? E todas as promessas? Os planos??? Começam as cobranças, o ciúme exagerado, o precipício.

Negação. Tentativa. Fracasso. Culpa. Medo…

O que fazer? Leia em MULHERES À LA CARTE  – que agora é mulheresalacarte.com -.

Hoje é dia de Mulheres à la carte

Novembro 7, 2009

Choro mais uma vítima social

IMG_0186Naquele dia, sabe-se Deus porque, o médico decidiu tirar o bebê de 11 meses, ainda com uma pneumonia avançada, do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e transferi-la para a enfermaria. Alta madrugada, sua mãe foi procurar uma enfermeira, pois a pequena estava com 200 batimentos cardíacos por minuto e respirava com dificuldade.  Depois de algum tempo, recebeu a indicação de que o pediatra não estava onde deveria estar (cumprindo seu plantão), mas que o quadro era normal.

Sem confiar muito na informação, mas com pouca experiência, a mãe viu seu bebezinho espumar, revirar os olhos (como quem lhe pede socorro) e falecer, sem socorro médico, dentro do Hospital Municipal Lourenço Jorge, depois de 2 dias de internação.

Toda essa cena aconteceu às 3h30 da madrugada. O médico, só chegou para autorizar a transferência da criança às 6h, quando já não havia mais vida a ser salva. Onde estava esse profissional? Dormindo? Cumprindo outra jornada, em outro ponto da cidade?

“Mataram minha filhinha, tia” – ela gritava no telefone, quando me ligou pra dar a notícia.

É. Mais uma tragédia na minha casa, em conseqüência do silêncio do nosso povo, que é roubado pelo governo diariamente, chora as mortes dos seus filhos e acha isso normal.

E os nossos direitos humanos?! A cada dia me sinto uma cadela vira-lata, perdida em um beco escuro de uma sociedade que não me pertence. Isso não é ser cidadão.

Se precisarem de mim hoje:

Cemitério do Pechincha
Capela C – Sepultamento às 13 h de Ana Luíza Bastos, 11 meses de vida.

Novembro 5, 2009

Quem lembra da Benedita, diga eu.

benedita_da_silvaVamos refrescar a memória? Ela foi professora da escola comunitária do Chapéu Mangueira e organizou a associação das mulheres da mesma comunidade. Também já assumiu os cargos de vereadora, deputada federal (reeleita para um segundo mandato em 1990), senadora, em 94, e vice-governadora no pleito de 1998. Em 2002, Benedita da Silva assumiu o comando do Estado do Rio, com a renúncia do então governador Garotinho. Ocupou o cargo de Ministra da Assistência e Promoção Social, até janeiro de 2004. E sabem o que cargo esta senhora ocupa agora?

Secretária Estadual de Ação Social. Vocês sabiam disso?!

Claro que não. Ninguém sabe da Benedita…  Não sai uma nota na imprensa, nenhum rumor… Nada! Acho que nem o Sérgio Cabral sabe da mulher!

Em entrevista ao jornal O Globo, o secretário municipal de Assistência Social (SMAS), Fernando William, revelou que atualmente existe entre 700 a 750 crianças e adolescentes vivendo nas ruas do Rio e, dentre elas 80,9% usam crack.

Além disso, logo ali em Manguinhos (uma comunidade que  historicamente era livre do crack), há três anos formou sua cracolândia, claro, com a “benção” de criminosos que são mais organizados, descolados, visionários e logo perceberam, que a droga era lucro certo, já que a meninada, não está mais nem aí pra cola de sapateiro.

E daí? Daí que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é obrigação do estado tratar e proteger menores usuários de drogas. E qual órgão estaria apto a fazer isso de maneira mais decente? A Secretaria Estadual de Ação Social. Mas cadê a secretária que estava aqui?! Hein???

Estamos com rumores de que os menores usuários da droga terão direito a internação em clínicas de recuperação. Como eu não acredito em Papai Noel, sei que a prefeitura já não custeia os hospitais normais que dirá arcar com dependência química (cada menor custará à prefeitura cerca de R$ 2.500, por mês). Logo teremos depósito de gente ao invés de centro de tratamento. Ainda assim, é uma iniciativa pra gente torcer pra dar certo. Já nossa cara secretária estadual… Fez o que mesmo?!

Fonte: O Globo

Novembro 3, 2009

Protocolo

Se tem uma coisa que me deixa Fê da Vida são as regras hipócritas da sociedade. Coisinhas do tipo: Não fale com estranhos (como é que a gente conhece pessoas novas), ou então, se alguém na rua, te perguntar se você vai bem, minta dizendo que “sim”. E, sobretudo, não transe no primeiro encontro.

Queimamos sutiãs em praça pública, lutamos “ombro a ombro” pelo direito de igualdade, somos mantenedoras de muitas famílias, mas dizer que tem o desejo… Ah, isso ainda é crime! Faz da mulher contemporânea (como nos tempos da vovó) uma puta suja da pior espécie. Indigna de receber um telefonema no dia seguinte.

Será?! Será que isso é uma questão do universo masculino ou feminino?

O que eu sei é que hoje é dia de Mulheres à La carte!

Acesse, leiam, comentem

mulheres

Novembro 2, 2009

Tem certeza de que você está vivo?

inverbisDe vez em quando eu posto aqui um jabá para que os amigos acompanhem as minhas participações em outros sites (principalmente o Mulheres à La carte e o Busão, meus blogs coletivos), mas hoje meu convite é para que leiam a linda homenagem que o In Verbis fez para mim neste dia de finados.

Não é texto meu. E foi uma grata surpresa recebê-lo de presente. Me emocionou. Trouxe à tona saudades dos dias em que postava aqui no Fê da Vida, a guerra que travei com o sistema de saúde para conseguir tratamento para meu amado pai. Sim, saudades, porque naquela época eu ainda podia fazer mais por ele, do que simplesmente, lembrar-me das suas memórias.

Hoje gostaria de pedir que leiam, reflitam e se já morreram para seus entes queridos que ressuscitem enquanto ainda há tempo.

Um bom feriado.   

Outubro 29, 2009

Enquanto isso, no asfalto… Faz-se horta-comunitária de maconha

maconha_dunga1O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), escolhido pelo Ministério da Justiça para ser o interlocutor do governo para revisão da lei sobre drogas defende não só a legalização da maconha e o porte da droga para consumo pessoal, como também é a favor do plantio para fins medicinais.

Explica-se: O Office of National Drug Control Policy, órgão responsável controle de medicamentos nos EUA patrocinou recentemente um estudo comprovando que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante em pacientes que fazem uso de quimioterapia, em pós-operatório, portadores de lesão da coluna vertebral, entre outros casos de dores crônicas. A erva pode ser usada também no tratamento do glaucoma, epilepsia e em casos que sejam necessários a estimulação do apetite.

A partir dessa prática medicinal o deputado acredita ser necessário regular o autoplantio, com licenças concedidas pelo Ministério da Saúde, para permitir que, as pessoas que queiram, possam consumir maconha sem ter de recorrer a criminosos para adquiri-la.

Já contaram ao nobre deputado que ele está no Brasil?

Em primeiro lugar, qualquer dinheirinho compraria um atestado médico indicando a maconha como remédio. Com um pouco mais de moedinhas, se conseguiria o alvará para o plantio direto na fonte, ou seja, no Ministério da Saúde (quem duvida?). Sem contar que a legalização, ia trazer um monte de traficantes de fora para “fumar”, digo comprar, na nossa fonte. Não dou seis meses para isso aqui estar pior que a Bolívia.

Diria que não só mais uma vez é dado Direitos Humanos para marginais em detrimento da sociedade, como um deputado nosso, que recebeu nosso voto, pensa muito mais em benefício próprio do que nas reais necessidades do povo.

fumado um para engolir mais essa!

Outubro 27, 2009

O próximo sangue a jorrar pode ser o seu

lutoSabem o drama da mulher que morreu baleada na favela Kelson’s, na Penha, deixando ferida a filha de 11 meses que estava em seu colo? Pois é, aconteceu bem perto de mim. A mãe de Ana Cristina Costa mora na rua da creche em que minha irmã mais velha trabalha. E não raro, elas eram vistas passando aqui no meu portão com as três crianças, hoje órfãs.

Antes mesmo de conhecermos a notícia da tragédia, soubemos de uma ambulância da SAMU que havia prestado socorro à D. Maria que sofre de problemas do coração. A coitada devia de ter recebido a notícia naquela hora.

Pois é, a violência está cada dia mais perto. Não importa quanto mais alto a gente coloque os muros ou quanto mais grades se consiga instalar, esse tipo de fatalidade é uma constante.

Não sei vocês, mas o termo selva de pedra para mim tem feito muito sentido, na hora de descrever nossa realidade. Não me espantaria nenhum pouco, se nas nossas divisas, encontrasse uma placa: “temporada de caça aos humanos”, porque quando abro o portão da minha casa, já me sinto uma presa fácil. Posso ser abatida pelo rifle da nossa despreparada PM ou pela mira da bandidagem que anda cada vez mais senhora de si, tamanha a impunidade.

Animais enlouquecidos suam a camisa pela sobrevivência. Vence o mais forte. Vence a maior sorte. Até às duas da tarde de hoje, tive a oportunidade de continuar com saúde e refletir sobre o medo que me assola dia e noite. Daqui para o fim do dia, Deus permita que as balas se percam noutra direção.

Vira essa boca pra lá?! Viro.

E fecho os olhos também, para fazer de conta que tudo vai bem, porque meu clã tem sobrevivido com a graça de Deus. Mas até quando vamos viver como seres irracionais, aceitando tanto descaso das nossas autoridades e tendo um cérebro que pulsa dentro das nossas cabeças?

Até quando?!

Outubro 23, 2009

Salve-se quem puder

No meio desta guerra entre traficantes, que deixa em pânico não só a Zona Norte, como o Rio de Janeiro inteiro (lembrando que o tráfico derrubou um helicóptero da Polícia Militar, o que demonstra bem que tipo de armamento eles têm entocados na boca de fumo), me chega a notícia de que, até o fim do ano, o governo proporá mudanças na legislação, de forma a livrar quem for flagrado vendendo pequena quantidade de drogas da cadeia.

É isso mesmo o que vocês entenderam: Traficante agora terá gênero de delito – pequeno traficante (crimezinho), grande traficante (crimão) -, estando a primeira classe sujeita apenas a pagar penas alternativas pelo mal que faz a sociedade.

O critério para essa avaliação seria cômico, se não fosse trágico. Se o sujeito for pego desarmado, com uma quantidade menor de droga e não tiver ligação com o crime organizado, estará livre. Agora, esperem aí, o fato de estar vendendo este tipo de material, já não é prova suficiente de que a ligação com o tráfico existe? Não precisa nem ser a mãe Dinah, ou estou errada? Convenhamos, a droga não aparece nas mãos do infrator por geração espontânea, alguém repassou.  Além disso, é claro, que os fornecimentos para consumidores de renda mais alta não saem com carrinho de mão da favela. Vem pro asfalto em pequenas porções.

Se a medida não for arquivada no Congresso, acho que o COI vai ter escolhido mesmo uma praça de guerras para os seus pacíficos jogos Olímpicos de 2016. E o que será de nós até lá? Só Deus mesmo para saber!

Obs.: Fui entrevistada para o O Estado RJ Online, e a matéria está no ar. Visitem!

Outubro 22, 2009

É guerra!

E não é que estou com uma dívida de cinco dias para a atualização do blog?! Não porque não tenha ficado Fê da Vida com nada nos últimos dias… Foi na minha cidade que bandidos derrubaram um helicóptero e, também é por aqui que está acontecendo uma guerra cada vez mais sangrenta, que deixam bandidos a solta na rua, enquanto nós, vivemos em pânico, cada vez mais trancados em casa. Neste cenário, se a gente não morre por bala perdida, morre de ódio mesmo.

Fico me perguntando como é que o governo pode querer gastar 854 milhões de Reais    na construção de uma Vila Olímpica, R$60 milhões em um moderníssimo Velódromo para 2016, enquanto o povo fica no meio do fogo cruzado e ainda acha bom. A falta de prioridades e a irresponsabilidade com os gastos públicos, é uma coisa que não tem nem me inspirado mais a postar. Minha única vontade é de sentar e chorar.

O que eu gostaria de saber é se solicito ao governo federal, estadual ou municipal, os equipamentos a prova de balas para que eu consiga transitar e trabalhar no Rio de Janeiro. Afinal, tenho que gerar mais riqueza pros deputados enfiarem nas cuecas (porque não metem uma bomba no *) e salve-se quem puder.

Em sua crítica no Jornal da Globo, o Arnaldo Jabor, foi muito feliz ao concluir que as armas que estão causando esse caos, vem pelo ar, mar e terra e, que para isso temos Aeronáutica, Marinha e Exército.

Quer dizer, não sei. Será que temos?!

Valha-nos Deus, porque a emergência dos nossos homens é fazer mais pizza em CPIs e Olimpíadas para desviarem mais alguma coisa. Eles acham pouco e, nós, não sabemos gritar.

Outubro 17, 2009

Zé Mayer Facts

A pulga não sai de trás da minha orelha: Antes do #zemayerfacts pular do Trending Topics do Twitter (as tags mais publicadas) para uma matéria do Fantástico, eu fiz o primeiro elogio ao charme do ator no site.

Do que é que eu estou falando?! Eu conto. Mas só se você clicar e abrir o cardápio do Mulheres à La carte.

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